Deputada do Psol aciona PF após sofrer ameaças de morte
Talíria Petrone pediu audiência com o diretor-geral da PF para tratar do assunto; mensagem tem plano para assassiná-la
A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) denunciou à Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira, 13, novas ameaças de morte e mensagens com ofensas de cunho misógino e racista que recebeu na manhã de hoje.
A parlamentar pediu ainda à corporação a realização de uma audiência com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar do assunto.
“As intimidações ocorrem já há mais de sete anos sem que haja a devida investigação para responsabilizar e prender os autores”, acrescenta o Psol, em nota.
Na ameaça recebida nesta sexta, o autor diz que a “pele” da parlamentar “suja o Congresso Nacional”. Na mensagem, Talíria é alvo de vários outros ataques racistas, sendo definida como “escória racial inferior” e “selvagem”.
“É um histórico de ameaça e impunidade. A gente tem alguns inquéritos em aberto que, infelizmente, por diversos motivos, não tem responsabilização dos criminosos. Isso é uma autorização para que os crimes continuem acontecendo”, afirmou a deputada federal.
Ela relata já ter recebido mensagens que mencionavam a segurança de seus filhos, o que tem gerado insegurança para exercer seu mandato plenamente.
A mensagem desta sexta ainda contém a descrição do que seria um plano para assassinar Talíria, com detalhes sobre a residência e cidade natal dela. O autor afirma que, caso a deputada não renuncie e “suma do mapa”, irá cumprir “cada detalhe” do que descreveu.
Psol sai em defesa de Erika
Ainda nesta sexta, o Psol saiu em defesa da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), diante das críticas que a parlamentar tem recebido por ter sido eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Em nota, a presidente nacional da sigla, Paula Coradi, afirma que a liderança de Erika no colegiado é “histórica e irreversível”.
“O PSOL manifesta total apoio à deputada federal Erika Hilton, eleita legitimamente para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O partido repudia as publicações de deputadas de extrema-direita que tentam deslegitimar a liderança de Erika Hilton na comissão. Transfobia é crime, não é opinião política. O PSOL não hesitará em acionar instâncias judiciais contra qualquer tentativa de violência política de gênero”, inicia Coradi.
“Também apoiamos integralmente o processo movido pela deputada contra o apresentador Ratinho. Reiteramos que discursos de ódio no rádio e na TV não podem ser normalizados. A liderança de Erika Hilton é histórica e irreversível. O PSOL seguirá vigilante para garantir que ela exerça sua presidência com segurança e respeito, combatendo qualquer tentativa de retrocesso ou intimidação”, complementa.
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