Deltan: ‘STF é poodle com ladrões, pitbull com quem picha estátua’
Ex-procurador cobra punição aos envolvidos no esquema de cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares no Ceará
O ex-procurador Deltan Dallagnol cobrou nesta quarta-feira, 9, punição aos envolvidos no esquema de cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares no Ceará.
Segundo o deputado cassado, o STF é “um poodle com os ladrões e um pitbull com quem picha uma estátua”, referindo-se à dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“O STF é um poodle com os ladrões e um pitbull com quem picha uma estátua. Muitos deputados pedem ‘volta’ de emendas, desviando milhões para o seu bolso dos mais de 30 milhões que gerenciam por ano. A reportagem cita um percentual entre 6 e 12%, mas fala-se de 20%. Para quem rouba, não tem prisão, não tem ação penal em tempo recorde, não tem pena de 14 ou 17 anos. Tem leniência, demora, acordo de não persecução e prescrição… tem impunidade”, escreveu Deltan no X.
12%
Autorizadas pelo ministro do STF Gilmar Mendes, as investigações da Polícia Federal sobre o envolvimento do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) no esquema apontaram que o grupo criminoso cobrava uma taxa de até 12% para intermediar o repasse de recursos a prefeituras do Ceará.
Além de emendas destinadas por Júnior Mano, o inquérito cita outros parlamentares como o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE); o ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE) e Yuri do Paredão (MDB-CE). Nenhum dos três foi alvo da operação deflagrada na terça-feira, 9. Guimarães negou envolvimento no caso.
A investigação indica que os recursos públicos teriam abastecido licitações fraudadas e sido usados em campanhas eleitorais de aliados de Júnior Mano que disputaram prefeituras no interior cearense neste ano.
De acordo com a PF, o parlamentar teria papel central no esquema, atuando tanto na compra de votos como no direcionamento de verbas desviadas para empresas ligadas ao grupo. A operação também mira Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, eleito prefeito de Choró (CE) em 2023, mas impedido de tomar posse por decisão da Justiça Eleitoral. Segundo os investigadores, ele operava o esquema e mantinha contato frequente com Júnior Mano. Mano nega qualquer envolvimento no episódio.
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Comentários (3)
Um_velho_na_janela
09.07.2025 13:34Mais um oportunista surfando na onda da narrativa da direitona golpista, batendo em cachorro morto.
Clayton De Souza pontes
09.07.2025 13:23Essas emendas secretas são valiosas pra esses corruptos. Esses desvios mostram os motivos pra permanecerem secretas e nesse volume de dinheiro
CLAUDIO NAVES
09.07.2025 11:41Esse tem coragem !