Defesa de Vorcaro volta a pedir revogação da prisão preventiva ao STF
Advogados alegam excesso de prazo e afirmam que não há novos elementos que justifiquem a manutenção da prisão do ex-banqueiro
Os advogados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniram nesta terça-feira, 3, com um juiz auxiliar do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Segundo o portal Metrópoles, a defesa apontou excesso de prazo na análise dos pedidos relacionados ao Caso Master e reiterou a solicitação de revogação da prisão preventiva do ex-controlador da instituição financeira.
Durante a audiência, o advogado Sérgio Leonardo afirmou que a manutenção da custódia cautelar “perdeu a fundamentação legal e que há um evidente excesso de prazo na medida”.
“Não existe mais nenhum motivo para persistir a prisão preventiva do Daniel Vorcaro. O momento é de superar essa preventiva para que ele possa responder em liberdade com ou sem medidas cautelares, o que o ministro entender conveniente para que ele possa aguardar o transcurso de todas as investigações”, afirmou Sérgio.
O advogado sustenta que o prazo legal de revisão da prisão preventiva, de 90 dias, expirou em 31 de agosto, sem que surgissem novos elementos para justificar a continuidade da custódia.
“Vorcaro sofre restrições em sua liberdade desde 17 de novembro do ano passado e permanece preso preventivamente desde 4 de março. Até hoje não há sequer uma denúncia oferecida contra o Daniel Vorcaro. Até semana passada eu podia dizer que não tinha nem indiciamento. Foi feito um indiciamento afoito, açodado, num pedido totalmente contraditório”, ressaltou.
Em 8 de outubro, a defesa pediu a Fachin que o ministro André Mendonça pudesse analisar requerimento de revogação da prisão preventiva. Os advogados afirmaram que esse e outros pedidos urgentes das defesas estavam em um “limbo” após a remessa do processo à Presidência da Corte.
O processo de Vorcaro está sob a relatoria de André Mendonça, mas acabou remetido à Presidência do STF por causa da crise envolvendo a condução das investigações pelo magistrado e as citações a integrantes da própria Corte. Em 3 de setembro, Fachin abriu a Petição 16.704 para examinar a regularidade dos procedimentos relacionados às apurações e às imputações envolvendo ministros do Supremo.
Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Chegou a ser solto com medidas cautelares e voltou à prisão preventiva por decisão de André Mendonça em março de 2026. Na ocasião, o ministro acolheu pedido da Polícia Federal (PF) e apontou, entre os fundamentos, risco concreto de interferência nas investigações, além da necessidade de garantir a ordem pública, a instrução e eventual aplicação da lei penal.
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