Defesa de Vorcaro apresenta pedido de habeas corpus
Presidente do Banco Master foi detido no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino à Europa
A defesa de Daniel Vorcaro, preso na terça-feira, 18, pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero, apresentou um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, pedindo a soltura do presidente do Banco Master.
Segundo a PF, Vorcaro teria participado de supostas fraudes em carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
Ele foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando pretendia embarcar com destino à Europa. A defesa alega que Vorcaro estava seguindo para o Catar negociar a venda do Master.
A investigação aponta indícios de que o BRB realizou operações consideradas inconsistentes com o Master, numa tentativa de dar sobrevida à instituição enquanto o Banco Central analisava a proposta de compra.
Em março deste ano, o BRB chegou a apresentar uma oferta para adquirir o Master, mas o negócio acabou vetado pelo BC.
Em nota, a autoridade monetária disse que o conglomerado detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro. Segundo o BC, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto dos regimes especiais decretados.
Fictor desiste de compra
Na terça, 18, o Grupo Fictor anunciou o cancelamento da operação de aquisição do Banco Master S.A. poucas horas antes de a instituição ser liquidada.
Como mostramos, o Fictor havia anunciado na segunda, 17, a parceira com um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos para comprar o Master.
“A operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”, diz a nota do grupo.
O grupo afirma que a operação “estava integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores”.
“Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais”, sustentou. “Reafirmamos nosso absoluto respeito ao Banco Central do Brasil e aos demais órgãos de supervisão e controle, assim como nosso compromisso com a integridade, a transparência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.”
Leia também: A prisão de Vorcaro, o Centrão e o medo da “delação do fim do mundo”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)