Defesa de Bolsonaro vai pedir anulação de delação de Mauro Cid
Celso Vilardi pretende argumentar no Supremo que Mauro Cid firmou colaboração sob pressão, quando estava preso
O advogado de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), Celso Vilardi, afirmou ao jornal O Globo que pretende pedir a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente da República.
Vilardi vai argumentar que Cid foi pressionado a firmar parte do acordo principalmente após o tenente-coronel ter afirmado que policiais queriam que ele desse informações sobre as quais não tinha conhecimento.
Além disso, há advogados que entendem que Cid firmou o termo de colaboração sob pressão, quando estava preso, infringindo uma tese que o próprio STF fixou em 2015, no julgamento de um habeas corpus em favor do doleiro Alberto Youseff no âmbito da Lava Jato. O seu advogado à época era José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, que hoje defende Braga Netto.
A colaboração de Cid
Como mostramos mais cedo, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou em delação premiada, por exemplo, que o ex-presidente da República pediu o monitoramento dos passos do ministro Alexandre de Moraes, do STF, mas declarou que “não tinha noção” que uma eventual ordem fizesse parte de um plano para neutralizar o integrante da Suprema Corte.
A fala está nos depoimentos prestados por Cid ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria Geral da República.
“A informação seria que o senhor [Alexandre de Moraes] iria se encontrar ou com o general [Hamilton] Mourão [então vice-presidente], ou alguém do governo dele. O presidente estava meio nervoso com isso aí. Então, ele queria saber. Essa foi a informação que eu recebi”, disse o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
“E mais uma vez eu usei o coronel [Marcelo] Câmara [um dos ajudantes de ordens de Jair Bolsonaro], eu pedi ao coronel Câmara para tentar colher essa informação. Eu não sei detalhar outros nomes para baixo, outras pessoas que participaram dessa operação, se houve militares envolvidos, nem codinomes. Eu não participei do planejamento, não sabia do objetivo”, acrescentou ele.
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Comentários (1)
Amaury G Feitosa
20.02.2025 16:14Isto só vai servir para escancarar de vez aos ignorantes Manés e ao mundo que está República de merda é de gato uma ditadura assassina (morrem inocentes na Papuda) ... anulação de delação só pros muy amigos ladrões da grana da pátria Manuela ... o Brasil será visto como é, o khu fétido do mundo.