Defesa de Bolsonaro vai ao STF para liberar cirurgia no ombro
Ex-presidente apresenta melhora de quadro pulmonar, mas mantém dor e limitação funcional no ombro direito
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de cirurgia no ombro direito. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e inclui solicitação de análise urgente, sob o argumento de que o procedimento é necessário para preservar a função do membro e a qualidade de vida do paciente.
Segundo os advogados, a cirurgia está prevista para os dias 24 ou 25 de abril e foi indicada por médicos após falha no tratamento conservador. Exames apontaram lesões na região do ombro, com quadro persistente de dor e limitação de movimentos, apesar do uso de medicamentos e da realização de fisioterapia.
A defesa pede que a autorização abranja todas as etapas do tratamento, incluindo exames preparatórios, pré-operatório, internação, realização do procedimento, acompanhamento pós-operatório e reabilitação. No documento, os advogados sustentam que a intervenção é necessária diante da ausência de resposta satisfatória às abordagens clínicas adotadas até o momento.
Laudos médicos enviados à Corte indicam que Bolsonaro apresenta uma lesão de alto grau no manguito rotador do ombro direito. “Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz trecho do laudo ortopédico apresentado ao Supremo.
A recomendação médica é que o procedimento seja realizado por artroscopia, técnica minimamente invasiva indicada para reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
Melhora na saúde
O pedido ocorre após a apresentação de boletim médico, na sexta-feira, 17, que apontou melhora no estado geral de saúde do ex-presidente. Bolsonaro vem sendo tratado de um quadro de pneumonia bilateral, que, segundo os relatórios, evoluiu de forma positiva. Os documentos indicam redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. Em relação às crises de soluço, a equipe médica informou que houve ajuste na dosagem de medicamentos, com resposta considerada satisfatória.
Apesar da evolução clínica, o problema no ombro persistiu. O histórico inclui uso contínuo de analgésicos e sessões frequentes de fisioterapia, com registro de dor e fadiga durante os atendimentos. Em um dos episódios, o tratamento chegou a ser interrompido temporariamente.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março. A medida, com prazo inicial de 90 dias, foi autorizada por Moraes com base nas condições de saúde apresentadas.
Leia mais: Datafolha: maioria defende Bolsonaro em prisão domiciliar
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)