De Toni e Zambelli disputam decisão do PL sobre Liderança da Minoria
A disputa reflete tensão interna no partido: cassação de Zambelli e habilidade política de De Toni na CCJ a colocam como favorita
As deputadas Caroline de Toni (PL-SC) e Carla Zambelli (PL-SP) estão em disputa pela liderança da Minoria na Câmara dos Deputados, após as eleições para a Mesa-Diretora.
Com o avanço de De Toni como favorita dentro da legenda, Zambelli reivindicou a vaga, alegando que o cargo havia sido previamente prometido a ela. A informação foi confirmada por O Antagonista com deputados da legenda. Segundo eles, o assunto chegou a ser discutido na última reunião de parlamentares com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, no entanto, só será tomado ao longo desta semana.
A situação reflete um cenário de tensão interna no partido, com divergências em relação à condução de questões estratégicas e legais.
O impasse envolve o resultado alcançado por De Toni ao liderar a CCJ e pautar temas relevantes para o partido, enquanto Zambelli se encontra na mira da Justiça Eleitoral e recorrerá às instâncias superiores contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, que cassou seu mandato.
Para assumir a liderança na Casa Legislativa, os parlamentares precisam contar com o apoio de seus colegas, o que é formalizado por meio de assinaturas que demonstram respaldo à candidatura.
No entanto, dada a orientação do partido, essa adesão ficará retida até que o legenda defina oficialmente qual das duas opções será a escolhida para o cargo.
Procuradas, as assessorias de De Toni e Zambelli informaram que as deputadas não querem se manifestar.
Pesos e medidas
Enquanto Zambelli enfrenta desgaste no partido desde a associação com o hacker Walter Delgatti, De Toni tem mostrado habilidade política ao comandar a CCJ da Câmara.
A anistia, que segue como prioridade para o PL, só não foi votada no colegiado no ano passado após intervenção da base governista sobre Lira, que prometeu instalar uma comissão especial sobre o tema. Na comissão, a oposição tinha os votos necessários para avançar com a proposta.
“Conseguimos ressuscitar o tema na CCJ, a esquerda fez de tudo para atrapalhar”, disse a deputada ao O Antagonista no ínicio de janeiro.
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