Damares deixa plano de governo de Flávio: “Já fiz o que era preciso”
Senadora tem sido alvo de ataques em meio à crise entre o pré-candidato do PL e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu interromper sua participação na elaboração do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de quem havia sido convidada a coordenar as propostas para a área de direitos humanos.
“Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, disse ao Metrópoles.
A decisão foi tomada após ataques de integrantes da direita, em meio à crise aberta entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ela afirmou ao portal ter sido “atacada diretamente pelo time da direita” e disse que o senador não voltou a procurá-la. “Ele está correndo”, acrescentou.
Relatos de ataques
Nos últimos dias, Damares saiu em defesa de Michelle Bolsonaro, que deixou a presidência do PL Mulher após o desgaste com Flávio.
Em discurso na Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares afirmou em 1 de julho ter sido alvo de ofensas pessoais. Segundo ela, foi chamada de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”, além de acusações envolvendo sua vida privada.
“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nos últimos dias.”
A parlamentar também relatou ter sido alvo de ofensas e ataques pessoais.
“Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis e vis ataques. Essa semana, acreditem, me deram até um amante, aos 62 anos de idade.”
Damares ainda criticou ataques contra mulheres na política e afirmou que “chegaram ao absurdo essa semana de colocar em dúvida se a mulher tem a capacidade de votar, se a gente sabe escolher ou se merece ser escolhida.”
Em outro pronunciamento, a senadora revelou que as ameaças também atingiram sua família.
“Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha.” Segundo ela, trata-se de “uma violência política que a gente não consegue imaginar”.
Leia também: Damares cobra reação após ataques a Michelle: “Silêncio é conivência”
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Comentários (1)
Annie
12.07.2026 11:48Bolsonarismo é tão tóxico quanto ao petismo .