Cury avalia pedir adiamento do primeiro turno
Escritor alega que o cancelamento do debate da TV Globo prejudicou sua campanha
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira, 2, que sua equipe avalia entrar com um mandado de segurança para pedir o adiamento do primeiro turno em uma semana.
O escritor alega que o cancelamento do debate da TV Globo prejudicou sua campanha.
Citando uma pesquisa do Instituto Eurásia, segundo a qual apenas 40% dos eleitores o conhecem, Cury disse que o debate seria uma oportunidade de tornar mais conhecido antes da votação.
“Isso é fundamental para que elas [as pessoas] pudessem (sic) decidir no dia 4 de outubro”, afirmou.
Sobre um eventual segundo turno, Augusto Cury descartou que possa declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT).
Debate cancelado
A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República após receber duas intimações.
Em uma delas, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido do PT e proibiu a manutenção do púlpito vazio com o nome de Lula, além das perguntas que seriam direcionadas a ele.
A segunda intimação trata de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que atendeu a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.
A Globo argumentou que mudanças ocorreram em cima da hora e causaram “insegurança jurídica”.
“A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem em trinta segundos a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu. As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral. Devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).
Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais“, afirmou a Globo.
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