Crusoé: “Vamos citar misoginia para poder passar pano?”
Deputado Nikolas Ferreira questionou o perdão judicial concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou na quinta-feira, 4, o perdão judicial concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que foi assassinado pelo padrasto quando tinha 4 anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar mineiro disse que a morte da criança foi usada como “palanque ideológico político” e questionou o uso da misoginia como pretexto para não condenar a ré.
“Um garoto de 4 anos foi espancado até a morte e hoje uma juíza tinha a condição de fazer justiça, colocar tanto o padrasto quanto a mãe, que foi cúmplice do assassinato do próprio filho, na cadeia, mas não. Condenou ele a 44 anos e ela, perdão judicial. Sobre qual pretexto? Sobre patriarcado, cultura da misoginia e uma desproporção, julgamento da sociedade brasileira sobre ela. ‘Porque, se fosse um pai, talvez ele não teria sido nem processado’. Exatamente isso que você acabou de ouvir. Foi usada a morte de uma criança para poder fazer palanque ideológico político, uma guerra entre o sexo sendo citada numa decisão que deveria simplesmente colocar uma pessoa que foi cúmplice do assassinato do filho dela na cadeia, uma pessoa que foi no salão de beleza após o velório do filho dela.
Na boa, galera, assim, o que que tá acontecendo? Sendo muito sincero, não tem muito o que falar nesse vídeo aqui mesmo, não. É só extrair mesmo a indignação que a gente sente ao ver isso e pensar: ‘Caramba, e aí? Eh, eu tô ficando louco de ficar indignado com uma coisa dessa?’ Realmente nós vamos citar misoginia para poder passar pano para uma mulher que foi cúmplice do assassinato do filho dela? Ela recebeu perdão judicial, pode ainda recorrer. Eu espero que seja revertida essa decisão, mas, na boa, galera, não tem condição…
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