Crusoé: Toffoli enfim arquiva processo sobre Transparência Internacional
Decisão acompanha o pedido de arquivamento realizado pela Procuradoria-Geral da República em outubro de 2024
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, enfim arquivou o procedimento administrativo prévio relatado pelo magistrado para iniciar uma investigação sobre a conduta da Transparência Internacional – Brasil (TI Brasil).
Publicada na quarta-feira, 11, a decisão acompanha o pedido de arquivamento realizado pela Procuradoria-Geral da República em outubro de 2024, alegando a “ausência de elementos mínimos que justificassem a continuidade das investigações e a inexistência de competência originária do Supremo Tribunal Federal para o caso”.
“Bem examinados os autos, verifico, diante das manifestações juntadas a estes autos, notadamente do Procurador-Geral da República, que se pugna pelo arquivamento desta Pet.
Diante de tais manifestação (sic), atestando ‘a ausência de elementos mínimos que justificassem a continuidade das investigações’ (e-doc. 113), deve-se acolher o parecer pelo arquivamento do feito.
Isto posto, julgo extinto o feito, sem julgamento de mérito, determinando seu arquivamento, com a consequente baixa no distribuidor”, escreveu Toffoli na decisão.
A fake news contra a TI Brasil
Toffoli vinha remoendo a fake news de que a unidade brasileira da organização anticorrupção teria gerido ou recebido recursos do acordo de leniência celebrado entre a empresa J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e o Ministério Público Federal (MPF).
Essas narrativas, como havia mostrado Crusoé na reportagem “A história da fake news contra a Transparência Internacional”, foram exploradas pelo ex-presidente do PT Rui Falcão, pelo então procurador-geral da República, Augusto Aras, e pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para retaliar a ONG, que aponta o desmonte do combate à corrupção no Brasil e a impunidade geral dos acusados de crimes de colarinho branco.
A ONG rebateu Toffoli à época, dizendo que “jamais recebeu ou receberia, direta ou indiretamente, qualquer recurso do acordo de leniência do grupo J&F ou de qualquer acordo de leniência no Brasil”. “A organização tampouco teria – e jamais pleiteou – qualquer papel de gestão de tais recurso”…
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Comentários (1)
Rosa
12.03.2026 10:49Estarão tão amedrontados que resolveram começar a atuar como deveriam?