Crusoé: Os ministros do STF não param de falar (em off)
Em público, apenas o decano Gilmar Mendes tem falado sobre amenidades nas redes sociais
Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm feito questão de dizer à imprensa o que acharam da decisão do colega Alexandre de Moraes de determinar uma operação da Polícia Federal para apurar o vazamento de informações sigilosas de parentes de ministros do STF.
Em off, jargão utilizado nas redações para se referir a declarações dadas por fontes que não desejam se identificar, alguns magistrados revelaram que o clima é de “muita desconfiança” na Suprema Corte.
Ministros próximos a Moraes, por sua vez, teriam dito que ele irá para cima de quem “organizou esta pancadaria” no STF.
Gilmar
Fato é que o único ministro que tem falado abertamente é Gilmar Mendes.
O decano, no entanto, dado sua opinião sobre amenidades.
“Racismo não se tolera — no futebol ou fora dele. É inaceitável e não pode ser tratado com indiferença. Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa — o que torna o episódio ainda mais grave.
Minha solidariedade a um dos nossos maiores talentos, que enche o Brasil de orgulho dentro e fora de campo. Sua coragem em denunciar merece respeito. Não se pode normalizar o inaceitável”, escreveu Gilmar no X na terça, 17.
“Recebo com pesar a notícia do falecimento do reverendo Jesse Jackson, um dos principais líderes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Sua atuação em defesa da igualdade racial influenciou gerações e contribuiu para o avanço da justiça social em diferentes partes do mundo.
Seu legado permanece como referência na luta por sociedades mais justas”, publicou o decano nesta quarta, 18.
Operação da PF
Por determinação de Alexandre de Moraes, a Polícia federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na terça-feira, 17, no âmbito de uma investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal.
Ao informar sobre a operação, os investigadores se limitaram a dizer que, “além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país”.
O STF fez questão de mencionar os servidores públicos em sua nota sobre o caso…
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