Crusoé: Os eleitores que mais apoiam Augusto Cury
Escritor propõe mandatos de oito anos para ministros do STF e mudança para sistema semipresidencialista, como na França
O escritor Augusto Cury (na foto, à esquerda), que vendeu mais de 45 milhões de livros no Brasil, foi apresentado no final de abril como pré-candidato a presidente pelo partido Avante.
Na última pesquisa Genial/Quaest, Cury aparece com 2% das intenções de voto.
Ele vai melhor entre os eleitores da região Sul (4%), entre os evangélicos (4%) e entre os brasileiros com ensino superior (5%).
Em um segundo turno contra Lula, o petista ficaria com 44% e Cury, com 23%.
Em entrevista ao Papo Antagonista no dia 30 de abril, Cury falou sobre sua pré-candidatura e seus projetos. Abaixo, alguns trechos.
Parlamentarismo ou semipresidencialismo
“Nas primeiras semanas, eu vou provocar o Congresso para que o Brasil se torne um país semipresidencialista, muito mais eficiente, muito mais enxuto. Um governo que inclua mais os brasileiros e que não empodere o superpresidente. (…) O único país que deu certo como presidencialista é os Estados Unidos.”
“Na minha visão, o Brasil é um país parlamentarista de fato, mas não de direito. Deveria haver uma reforma presidencialista para o semipresidencialismo. Isso para mim é muito caro. Não pode um país continental ser dirigido por um superpresidente, que muitas vezes não tem experiência em economia, em administração e nem tem tempo para gerir milhares de fenômenos do dia a dia. Ou seja, tem de haver um primeiro-ministro que cuida da gestão do dia a dia e um presidente que cuida do estratégico, da polícia política externa e também das Forças Armadas. Seria um semipresidencialismo semelhante ao que ocorre na França.”
Mandatos para ministros do STF
“Deve haver uma reforma consistente no Supremo Tribunal Federal, que deveria ser uma Corte suprema, não um supremo Tribunal. Se eu tivesse o privilégio de sentar na cadeira de presidente, eu também provocaria o Congresso para mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal. Uma delas seria o fim da vitaliciedade. Oito anos, assim como mandato de senador, de oito anos. Dois terços dos ministros deveriam ser da carreira da magistratura. Dois ou três deveriam ser promotores de carreira. Quem os escolheria? Não mais um…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)