Crusoé: O desejo de Motta em relação à PEC do 6×1
Proposta que reduz jornada de trabalho ainda divide governo e oposição sobre prazo de transição
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem confidenciado a pessoas próximas que gostaria de ver a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o regime de trabalho 6×1 entrar em vigor em um período de seis meses.
O prazo de transição dos sonhos de Motta é menor, inclusive, que o defendido pela base governista: algo em torno de um ano. Apesar disso, o presidente da Câmara tem consciência de que esse prazo exíguo dificilmente será realidade.
A oposição ao governo Lula tem trabalhado para que a transição ocorra em um período maior, bem maior: entre cinco e dez anos.
Em audiência pública realizada nesta sexta-feira, 22, o relator da proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse aos participantes que a medida pode vigorar ainda neste ano.
Ele ponderou, porém, que a existência de transição para redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, ou a duração dessa transição, vai depender da mobilização da sociedade.
“Não haverá concessões inegociáveis. Agora, o tamanho das concessões para aprovar o texto que nós teremos depende de cada um de vocês: da mobilização, da pressão. Eu vim do movimento social e é disso que se trata. Nós precisamos de 308 votos, e não é fácil. Na média, temos 114 votos”, disse.
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