Crusoé: Nada é definitivo?
Centrão e pré-candidatos articulam anistia a Bolsonaro enquanto STF julga ex-presidente
O julgamento de Jair Bolsonaro e de outros sete réus no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda se estenderá pelos próximos dias, mas já há articulações para que o seu resultado não seja definitivo.
Conversas no Congresso, com a participação de caciques de partidos como Republicanos, União, PP e até do PSD, passaram a apoiar o projeto de lei de anistia a Jair Bolsonaro.
A expectativa, conforme apurou O Antagonista, é de que o assunto volte a ser alvo de deliberação parlamentar na quinta, 11, e seja votado no final de setembro.
Além disso, dois governadores que já lançaram suas pré-candidaturas, o goiano Ronaldo Caiado e o mineiro Romeu Zema, já prometeram perdoar Jair Bolsonaro caso sejam eleitos e assumam a Presidência, em janeiro de 2027. Mas é o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que mais tem tido protagonismo nesse processo.
Imaginando o cenário de um indulto presidencial, Bolsonaro não ficaria mais do que quinze meses, ou 456 dias, preso.
Só para comparar, Lula, após ser condenado nas três instâncias da Justiça por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, permaneceu 580 dias na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Centrão em ação
Mas, o que se fala no Congresso e até mesmo nos corredores do STF é que uma eventual estadia de Jair Bolsonaro na carceragem da Polícia Federal em Brasília ou na penitenciária da Papuda seria ainda mais curta.
Talvez nem duraria até o final do ano. E isso tudo faz parte de um amplo plano de esvaziamento do governo Lula. Um final melancólico do terceiro mandato do petista.
A ideia de integrantes do Centrão é aprovar, na semana que vem, a urgência do projeto de lei de anistia de Jair Bolsonaro.
Assim, a matéria não somente pularia comissões da Câmara como também estaria pronta para ser analisada em plenário no final de setembro. Segundo o Centrão, há…
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