Crusoé: Modo eleição
Foco do governo Lula e do Congresso Nacional no pleito de 2026 impacta funcionamento dos Poderes
O Palácio do Planalto e congressistas devem focar em pautas populistas este ano, na tentativa de conquistar o voto do eleitor.
A liderança do governo na Câmara dos Deputados já apresentou uma lista de propostas de cunho eleitoreiro, que inclui o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso e o estabelecimento de tarifa zero no transporte público.
Ambas as pautas são de forte apelo popular, mas a viabilidade das medidas é bastante discutível.
O Congresso deve ainda dar uma atenção maior à área da segurança pública e aprovar a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, para mostrar que está atuando contra a criminalidade.
Na versão do relator, o deputado Mendonça Filho (União-PE), a PEC proíbe presos provisórios de votar e prevê a realização de um referendo popular sobre redução da maioridade a 16 anos para criminosos envolvidos com crime organizado e crime violento.
O projeto de lei, por sua vez, aumenta as penas para crimes cometidos por facções criminosas ou milícias.
Desequilíbrio
A gastança por parte do governo federal também deve crescer este ano.
“Todo ano eleitoral, principalmente quando o que está em jogo é a renovação do Congresso e a reeleição para presidente e para governadores dos estados, a tendência é que haja um aumento de gastos bastante substancial. Isso é o que a literatura chama de ciclo eleitoral”, diz o cientista político Diego Corrêa, professor da Universidade Federal do ABC.
“Em geral, os governos tendem a atuar em medidas impopulares no início do mandato. No final, quando o que está em jogo é a reeleição, a tendência é aumentar gastos em pautas populares, que satisfaçam o eleitor”, afirma.
O presidente Lula destacou, no último dia 31 de dezembro, em uma mensagem de Ano Novo, dados econômicos positivos de 2025, como a taxa de desemprego de 5,2%…
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