Crusoé: Marçal e o jogo da atenção
Empresário mira Renan Santos e blinda Flávio, enquanto enfrenta batalha na Justiça Eleitoral
Em cima de um palco, o empresário Pablo Marçal (PRTB) anunciou apoio à então pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto e deu um abraço no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vamos apoiar o Flávio Bolsonaro para presidente do Brasil. Chega de PT, chega de Lula. Ele [Flávio] é o Bolsonaro que a gente sempre sonhou”, disse o coach, em dezembro do ano passado, em Alphaville, durante o “Método IP”, em uma de suas mentorias.
A ponte entre os dois foi construída por Filipe Sabará, ex-integrante da campanha de Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024, e hoje figura próxima de Flávio.
O “Capitão América”
Meses depois, nos últimos segundos de 15 de agosto, Marçal protocolou o pedido de registro de sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB.
A solicitação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral, que já havia autorizado sua filiação ao partido.
O gesto levantou dúvidas sobre qual é a real intenção de Marçal, uma vez que ele já foi declarado inelegível. Sua relação anterior com a equipe de Flávio gerou suspeitas de que seria um jogo combinado com o senador do PL.
Nos primeiros dias de campanha, o empresário passou a participar de sabatinas e podcasts.
Usando bigode, Marçal afirmou que não pretende disputar votos com quem já decidiu apoiar Flávio e rejeitou a ideia de atuar como uma espécie de linha auxiliar do senador.
“Nenhum dos outros candidatos está com Flávio. (…) Não fiquem preocupados comigo. Quem já decidiu o voto, siga com seu voto. Não tem ninguém nessa campanha para servir de escudo. Então, antes de falarem besteira, pensem que o Capitão América chegou com o escudo“, disse o empresário em entrevista ao Brasil Paralelo.
Tabuleiro bagunçado
Ao mesmo tempo em que afirma que Flávio não precisa se preocupar com ele, Marçal concentrou seus ataques ao candidato da Missão, Renan Santos…
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