Crusoé: Lula ressalta “total confiança” no diretor-geral da PF
Andrei Rodrigues chegou a ser afastado do cargo por autorizar o "monitoramento sistemático" de um ministro do STF
O presidente Lula (PT) afirmou na quinta-feira, 10, que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tem sua “total confiança”.
“Por isso, quero dizer em alto e bom som: Andrei é de minha total confiança, é um companheiro perito como poucos delegados na história desse país. E, se ele cometeu erro, que ele seja julgado”, disse o petista entrevista ao SBT.
“Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país, é o companheiro que fiscalizou o Banco Master e que prendeu [Daniel] Vorcaro”, acrescentou.
Afastamento cautelar
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, na terça-feira, 8, o afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão ocorreu após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra Mendonça feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes. Moraes acusou Mendonça de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.
Mendonça disse ter sido submetido a “monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal”.
Segundo o despacho, houve a produção de pelo menos seis “relatórios de inteligência” produzidos entre 3 e 31 de agosto e encaminhados por Andrei a Moraes.
“Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da polícia federal. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos pela UADIP/CINQ/CGRC/DICOR/PF, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação…
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