Crusoé: Evangélico, Flávio levanta imagem de Nossa Senhora em ato eleitoral
O candidato à Presidência tenta se afastar da fake news de que pretenda tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida
Implicado em uma fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida, o evangélico candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) levantou nesta segunda-feira, 28, uma imagem da santa durante um ato político em São Paulo (foto).
A imagem foi entregue ao filho de Jair Bolsonaro, que estava acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), por uma pessoa que participava do ato, realizado no Centro da capital paulista.
Flávio também comentou a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que rebateu a acusação de que integrantes da entidade teriam ajudado o PT a disseminar a fake news.
“Eu estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota dela, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil é uma grande mentira, é a maior fake news dessa campanha”, afirmou.
Ele já havia desmentido a notícia de que pretenda tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
“Respeito todas as religiões. Jamais vou falar para a Igreja Católica a forma que os padres têm ou não que induzir a sua Igreja Católica. Isso não é papel do Estado se meter na igreja, como o Lula faz”, disse o candidato do PL na sexta, 25.
Flávio Bolsonaro foi batizado quatro vezes em denominações evangélicas.
Ele e sua esposa Fernanda frequentam a igreja Comunidade das Nações, em Brasília.
Fake news
A fake news de que o senador Flávio Bolsonaro pretende tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora começou a ser espalhada por lulistas e ganhou tração após ser mencionada na GloboNews, que pediu desculpas por reverberar a história.
Segundo a campanha do senador, uma publicação do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, foi a origem dos boatos.
Flávio recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as publicações da intriga, e o ministro André Mendonça determinou que elas fossem apagadas.
Mesmo após a decisão, apoiadores de Lula seguiram alimentando a história, que surgiu com um projeto de lei de 2007 que foi arquivado no ano seguinte.
O ministro Flávio Dino cassou a decisão de Mendonça…
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