Crusoé: Esquerda com o pé esquerdo
Pesquisas projetam péssimo cenário para PT, PSB e companhia nas eleições deste ano. E mais: Orçamento em disputa e Os sustentáculos das ditaduras
Jair Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado desde novembro, e levou junto para a cadeia as perspectivas presidenciais da direita brasileira.
A pré-candidatura de seu filho senador deu algum fôlego ao combalido Lula, mas a esquerda brasileira vai precisar de muito mais do que a alta taxa de rejeição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para reverter o destino que as pesquisas de intenção de voto indicam para as eleições de 2026.
Crusoé compilou os levantamentos estaduais feitos pelo Realtime Big Data, parceiro de O Antagonista no Lulômetro, e os números indicam um cenário desanimador para candidatos de esquerda em praticamente todo o país, com raras exceções, como Piauí e Pernambuco.
As candidaturas ainda estão por se definir, principalmente para as disputadas vagas para o Senado, mas o fato é que a esquerda começa este ano eleitoral com o pé esquerdo, como muitos de seus membros terminaram 2025 brincando que fariam, para provocar os direitistas irritados com a propaganda das Havaianas protagonizada pela atriz Fernanda Torres, diz Rodolfo Borges em Esquerda com o pé esquerdo, a reportagem de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
A edição desta semana trata também de um Orçamento em disputa. Guilherme Resck conta que LUla irritou o Congresso Nacional ao barrar mais de 11 bilhões de reais em emendas parlamentares, em mais um capítulo da disputa pelo controle dos gastos em Brasília.
E João Pedro Farah explica que nem sempre a queda de um ditador representa o fim de um regime, em Os sustentáculos das ditaduras, que trata do avanço dos protestos no Irã, onde os manifestantes pedem a morte do líder supremo Ali Khamenei.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Wilson Pedroso (O silêncio como método), Márcio Coimbra (Colapso teocrático), Dennys Xavier (O Irã e o cinismo ideológico), Letícia Barros (O preço pago pelas mulheres na teocracia socialista do Irã), Clarita Maia (Apagão burocrático na ONU?), Gustavo Nogy (Enquanto escrevo esta crônica), Josias Teófilo (O declínio estético do catolicismo), Roberto Ellery (Mais independência, menos inflação) e Rodolfo Borges (É isto um dirigente?).
Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)