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Presidente da Câmara prioriza pautas do governo Lula em 2026, para se aproveitar da força do petista nas urnas
Quem viu o clima ruim do governo Lula com a Câmara dos Deputados no ano passado e acompanha política superficialmente pode achar até que houve uma troca na Presidência da Casa Baixa em 2026.
Em 2025, assistiu-se à derrubada de decretos que aumentavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), à retirada de pauta da Medida Provisória de tributação de investimentos, às mudanças no PL Antifacção e à aprovação do PL da Dosimetria.
Em 2026, o que se vê é a priorização de pautas do governo federal, entre as quais o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho em aplicativos – como o dos entregadores do iFood e o dos motoristas da Uber.
Mas o presidente da Câmara é o mesmo, Hugo Motta (Republicanos-PB). O que mudou é que o país agora está em ano eleitoral.
Estratégia eleitoral
Apesar de todos os problemas da gestão petista, Lula vem determinado a conseguir a reeleição.
E o Centrão, do qual Motta faz parte, está atento a isso. Ignorar a força eleitoral de Lula e a quantidade de votos que ele atrai para candidatos ao Legislativo, principalmente em um estado nordestino como a Paraíba — reduto eleitoral de Motta —, pode significar uma derrota nas urnas.
O presidente da Câmara vai disputar a reeleição este ano e seu pai — o prefeito de Patos (PB), Nabor Wanderley (Republicanos) — é pré-candidato ao Senado pela Paraíba.
Portanto, a aproximação de Motta do governo Lula em 2026 é uma estratégia eleitoral.
Se ficar com a pecha de “inimigo do povo”, que a esquerda lhe atribuiu em 2025, e parecer adversário do petista, muito provavelmente nem ele nem seu pai vencerão nas urnas.
No pleito de 2022, Lula teve 64,21% dos votos no primeiro turno na Paraíba. No segundo turno, teve 66,62%. O petista venceu em todas as cidades do estado.
“Essa aproximação entre o presidente da Câmara e o presidente Lula vem da necessidade de conseguir a boa vontade do governo em ano eleitoral…
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