Crusoé: “Alguém imagina que um cartão ou Mickey vão mudar o julgamento?”
Ministro do STF Flávio Dino minimizou "tuíte" de autoridades americanas e reafirmou independência da Corte
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), recorreu à ironia para defender a atuação da Corte na ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado.
Dino minimizou o impacto das recentes sanções aplicadas pelo governo Trump a autoridades brasileiras, assim como das manifestações públicas de membros do Departamento de Estado dos EUA sobre os ministros do STF.
Em seu voto, ele mencionou que nem o personagem “Mickey”, em referência à cultura americana, ou um “cartão de crédito”, referindo-se à Lei Magnitsky, mudariam as decisões.
“O Supremo está fazendo o seu papel. Aplicar a lei ao caso concreto. Nada além disso.
E nós não podemos, aí sim seria indesejável, que alguém se intimidasse por ameaças ou sanções. Quem chega no Supremo, e eu me espanto com alguém imaginar que alguém chega ao Supremo e vai se intimidar com tuíte. Será que as pessoas acreditam que um tuíte de uma autoridade, de um governo estrangeiro vai mudar um julgamento no Supremo? Será que alguém imagina que um cartão de crédito ou Mickey vão mudar o julgamento no Supremo?”
Em tom irônico, o ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções com base na Lei Magnistky, em 30 de julho, comentou:
“O Pateta…”
Dino, também com ironia, concluiu seu voto:
“É, o Pateta ele aparece com mais frequência nesses eventos todos. Então, nós estamos aqui, e nisso eu concluo o que estava dizendo, é, fazendo o que nos cabe. Cumprindo o nosso dever. Isso não é ativismo judicial, isso não é tirania. Isso não é ditadura, pelo contrário, é a afirmação da democracia que o Brasil…
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Comentários (2)
Annie 40
09.09.2025 23:36Ele nao sabe que o pior esta por vir. Mas nao poderia deixar o deboche
Marian
09.09.2025 22:54Por óbvio, só que não se resume a isso, não é mesmo?