Crise na diretoria do INSS não acabou
Presidente do instituto, Gilberto Waller Júnior, pediu na sexta-feira, 14, a exoneração da número 2 da autarquia, Lea Bressy
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior (foto), pediu na sexta-feira, 14, a exoneração de Lea Bressy Amorim da diretoria de Tecnologia da Informação do instituto, além do encargo de presidente substituta.
O pedido foi encaminhado em ofício ao ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), pasta responsável pela autarquia.
Segundo o Metrópoles, Gilberto Waller alegou que a número 2 do instituto mantém proximidade com o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.
Para o presidente do INSS, é necessário dar apoio irrestrito à apuração dos fatos.
Stefanutto foi preso na quinta-feira, 13, um dia antes do encaminhamento do ofício, durante nova fase da Operação Sem Desconto.
Crise interna
O Ministério da Previdência Social realizou em 11 de novembro um evento para servidores com o ministro Wolney Queiroz.
Preterido do encontro, Gilberto Waller nem sequer foi convidado para o evento, publicou o Metrópoles.
Em 7 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação Yveline Barretto Leitão, servidora de carreira e irmã do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), como diretora de Gestão de Pessoas do INSS.
A indicação partiu de Lea Bressy, que ocupava interinamente a presidência da autarquia durante as férias de Gilberto Waller.
O ministro Wolney Queiroz encaminhou a nomeação à Casa Civil antes do retorno do presidente do INSS.
A prisão de Stefanutto
Stefanutto foi preso em 13 de novembro em uma nova fase da Operação Sem Desconto.
Na decisão, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios de que Stefanutto teria atuado como facilitador institucional do grupo criminoso dentro do INSS. Primeiramente como procurador-geral federal especializado junto ao Instituto e depois como presidente.
“Ele utilizou sua influência na alta administração pública para garantir a continuidade da fraude em massa, que gerou 708 milhões de reais em receita ilícita, confirmando sua posição como uma das principais engrenagens da organização criminosa”, disse a Polícia Federal no relatório que embasou a decisão.
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