Criminosos usam sua voz falsa para enganar família
Fraudadores criam áudios e vídeos falsos de familiares para solicitar transferências. Tecnologia engana até parentes próximos.
No cenário digital atual, o golpe deepfake áudio vídeo tornou-se uma das preocupações mais expressivas no campo da segurança cibernética. Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, cresce o risco de manipulação de sons e imagens para fins fraudulentos. Usuários conectados, especialmente na faixa dos 25 aos 55 anos, têm sido alvo frequente desse tipo de golpe, que utiliza gravações ultrarrealistas para enganar pessoas e empresas.
Esse tipo de fraude digital utiliza recursos avançados para criar vídeos e áudios capazes de simular com alta precisão a voz ou a imagem de qualquer pessoa. Em muitos casos, criminosos se passam por familiares, colegas de trabalho ou figuras públicas, transmitindo informações falsas que podem levar vítimas a liberar dados bancários, fazer transferências ou fornecer outras informações sensíveis. O potencial de dano aumenta na medida em que a tecnologia se aperfeiçoa e se torna mais acessível.
Como funcionam os golpes envolvendo deepfake de áudio e vídeo?

As fraudes baseadas em deepfake geralmente começam com o acesso a registros públicos, redes sociais ou outros meios de obtenção de áudio ou vídeo legítimos da vítima. A partir desses dados, ferramentas de inteligência artificial treinam modelos capazes de replicar com precisão gestos, fala e expressões faciais. O objetivo é fabricar, com aparência realista, conteúdos falsificados que parecem ter sido gravados pela própria pessoa.
Esses materiais manipulados podem ser enviados por e-mail, aplicativos de mensagens ou publicações em redes sociais, surpreendendo familiares, amigos ou colegas de trabalho. Em situações mais sofisticadas, os criminosos ligam diretamente, utilizando softwares que fazem imitação em tempo real da voz da vítima, aumentando ainda mais o grau de verossimilhança do golpe deepfake áudio vídeo.
Como identificar um golpe deepfake áudio vídeo antes que cause prejuízos?

Reconhecer sinais de manipulação pode evitar grandes transtornos financeiros e emocionais. É importante observar detalhes que passam despercebidos à primeira vista: movimentos labiais desincronizados, pausas estranhas na fala e pequenas distorções na imagem ou som costumam indicar fraude. Solicitar confirmação por outros meios, como ligações em vídeo com a pessoa supostamente envolvida, reforça a segurança.
Há uma lista de sinais de alerta que ajudam a criar um checklist preventivo:
- Voz ou imagem levemente distorcidas
- Solicitações de transferência financeira sem confirmação adicional
- Mudanças bruscas de comportamento em mensagens ou vídeos
- Pressa ou urgência incomum na comunicação
- Erros gramaticais ou construções de frase estranhas para a suposta pessoa
Por que a popularização dos deepfakes representa um desafio para todos os usuários conectados?
A facilidade de acesso a softwares de edição, combinada com baixo custo e instruções disponíveis na internet, ampliou o alcance dessa modalidade criminosa em 2025. Qualquer pessoa pode, em questão de minutos, fabricar um material enganosamente realista, direcionado a vítimas específicas. Isso eleva o risco não só para pessoas físicas, mas também para empresas de todos os portes.
Frente a um cenário onde a confiança digital se torna cada vez mais vulnerável, a educação em segurança cibernética e o aprimoramento das tecnologias de detecção são aliados importantes. Especialistas recomendam atualizar os sistemas de checagem de identidade e adotar múltiplos fatores de autenticação sempre que possível, reduzindo, assim, a possibilidade de sucesso dos golpes realizados com deepfake áudio vídeo.
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