Criminosos usam drones para abastecer presídios do Rio
Seap diz se tratar de episódios pontuais; Casos foram registrados em Volta Redonda e Campos
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) tem alertado para o uso de drones por parte de criminosos para levar drogas e celulares para dentro de cadeias do Rio de Janeiro.
Segundo O Globo, a prática dribla as revistas feitas por agentes penitenciários nos dias de visita. Já foram encontrados entorpecentes escondidos em solados de chinelos, caixas de leite, pães, potes de feijão, frascos de detergente e recipientes de remédios.
Apesar disso, a Seap afirma que se trata de casos pontuais. Desde 2020 até março deste ano, foram registrados quatro episódios.
“É uma questão que merece atenção constante. Estamos atentos a esse tipo de movimentação e atuamos de forma preventiva e integrada com outras forças de segurança para coibir qualquer tentativa de utilização desses equipamentos em atividades ilegais no entorno das unidades”, disse a secretária Maria Rosa Nebel.
Episódios recentes
Em janeiro, um drone equipado com câmera foi interceptado no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, enquanto transportava drogas.
Dois meses depois, tubos plásticos com entorpecentes foram lançados por outro drone sobre a Cadeia Pública Franz de Castro Holzwarth, em Volta Redonda.
Em 2023, equipamentos semelhantes já haviam sido flagrados transportando celulares e carregadores.
Mulher tenta entrar com 20kg de drogas
Na última segunda, 234, uma mulher fugiu após tentar entrar no Presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste do Rio, levando 130 celulares e mais de 20 quilos de drogas durante o horário de visita.
Os itens estavam escondidos em sacolas e foram identificados durante uma fiscalização de rotina realizada na portaria da unidade por policiais penais do Grupamento de Portaria Unificada (GPU).
Após o material passar duas vezes pelo scanner, os agentes desconfiaram e decidiram fazer a verificação pessoal. Nesse momento, a mulher conseguiu fugir antes que fosse oficialmente abordada.
Ela foi identificada como Maria Carolina Primo Ferreira.
Em razão do episódio, as visitas presenciais e por parlatório foram suspensas por tempo indeterminado.
Em nota, a SEAP afirmou que “mantém tolerância zero a práticas criminosas dentro das unidades prisionais e seguirá intensificando as ações de controle, fiscalização e combate ao crime organizado no sistema penitenciário do Estado. Todo o material apreendido foi encaminhado à DRACO-IE (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais)”.
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Comentários (1)
Annie
30.11.2025 11:32E o escritório do crime cada vez mais sofisticado.