Criador da campanha pelo fim da escala 6×1 faz críticas à cúpula do Psol
Vereador critica critérios adotados pela cúpula partidária e se soma a Erika Hilton nas reclamações sobre a distribuição de recursos para 2026
O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (Psol), que ganhou projeção nacional com a campanha pelo fim da escala de trabalho 6×1, abriu uma nova frente de atrito dentro do próprio partido ao questionar a distribuição dos recursos eleitorais para as eleições de 2026. Em publicação divulgada nesta terça-feira, 24, o parlamentar afirmou que a direção nacional da legenda está prestes a repetir equívocos que, segundo ele, já haviam ocorrido durante a disputa municipal de 2024.
Azevedo argumenta que os critérios utilizados pela cúpula partidária privilegiam determinados nomes e deixam em segundo plano candidaturas que já demonstraram capacidade de mobilização popular e desempenho eleitoral.
As críticas foram direcionadas à presidente nacional do Psol, Paula Coradi, e ao presidente da federação Psol-Rede, Juliano Medeiros. O vereador também mencionou a ex-deputada Manuela D’Ávila, recém-filiada ao partido, ao questionar a distribuição dos recursos previstos para a campanha de 2026.
A manifestação ocorreu logo após a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) também tornar públicas suas críticas à divisão do fundo eleitoral.
A parlamentar afirmou estar “chocada e decepcionada” com os critérios adotados pela direção da legenda e questionou a prioridade dada a determinadas candidaturas.
Rick Azevedo sustenta que o descontentamento vai além de sua situação pessoal. Segundo ele, nomes como Erika Hilton, Renata Souza e Carlos Giannazi também demonstraram inconformismo com a forma como os recursos estão sendo distribuídos.
“Essa discussão não é individual; lideranças como Erika Hilton, Renata Souza e Carlos Giannazi também expressaram seu inconformismo. Talvez o problema não esteja nas candidaturas, mas nos critérios”, escreveu.
Ao justificar as críticas, o vereador relembrou sua campanha para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Segundo ele, recebeu menos recursos do partido do que outros candidatos considerados prioritários, mas terminou como o vereador mais votado do Psol na capital fluminense.
Azevedo também destacou que sua candidatura registrou o menor custo por voto entre os eleitos do partido naquele pleito.
O parlamentar associou seu desempenho à mobilização em torno do movimento pelo fim da escala 6×1 e afirmou que a pauta permitiu ampliar o diálogo do Psol com trabalhadores e segmentos pouco representados na política tradicional.
Na publicação, o vereador também relatou que vem sofrendo ameaças em razão de denúncias relacionadas às condições de trabalho enfrentadas por trabalhadores brasileiros.
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