CPI do Crime Organizado agenda novas oitivas após sequência de cancelamentos
Agenda prevê depoimento de magistrada do RJ e oitiva do governador do Rio Grande do Sul
A CPI do Crime Organizado no Senado marcou novas reuniões para a próxima semana após uma sequência de cancelamentos, sessões esvaziadas e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigaram convocados a comparecer ao colegiado.
A primeira oitiva está prevista para a próxima terça-feira, 10, às 9h, quando os senadores devem ouvir a juíza Vanessa Cavalieri, titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. A magistrada foi convidada para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações conduzidas pela comissão.
Já na quarta-feira, 11, também às 9h, a comissão realiza nova reunião dividida em duas partes. Na primeira etapa, os parlamentares analisam 29 itens da pauta deliberativa. Entre eles, um requerimento que pede ao ministro do STF, André Mendonça, o envio de informações e provas já reunidos nas investigações sobre o Banco Master. Também está na pauta pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para envio de relatório de inteligência financeira e para a transferência dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro.
Em seguida, na segunda parte da sessão, estão previstas as oitivas do empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Mansur foi convocado formalmente pela comissão, enquanto Leite participará na condição de convidado.
Sessões esvaziadas
Além das faltas em sessões, decisões do Supremo também têm afetado o andamento dos trabalhos. Em um dos casos mais recentes, o ministro André Mendonça desobrigou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de comparecer à CPI para prestar depoimento.
Outra decisão partiu do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações S.A., medida que havia sido aprovada pelo colegiado. Diante disso, a CPI recorreu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, pedindo a suspensão da liminar concedida por Mendes e a correção da distribuição do processo que resultou na decisão.
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