CPI do Crime Organizado adia oitiva de Cláudio Castro após pedido do ex-governador
Depoimento é remarcado para 14 de abril; comissão ouve Ibaneis e secretário de Políticas Penais no dia 7
A CPI do Crime Organizado adiou a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após solicitação do próprio convocado. O depoimento, que estava previsto para a terça-feira, 7, foi remarcado para o dia 14 de abril, com presença já confirmada pela comissão.
A mudança foi oficializada na pauta da 17ª reunião do colegiado, atualizada na manhã desta quinta-feira, 2. No documento, a CPI registra a “exclusão da oitiva” de Castro da agenda, com a indicação de que o ex-governador se comprometeu a comparecer na nova data.
Com a alteração, a sessão de terça-feira, 7, às 9h, no plenário nº 2 do Anexo II do Senado, terá, a princípio, duas oitivas: a do secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, convidado por meio do requerimento nº 60/2025, e a do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), convocado pelo requerimento nº 310/2026.
A convocação de Castro e Ibaneis foi aprovada pela CPI na reunião do último dia 31, dentro da estratégia da comissão de ouvir autoridades que passaram por cargos-chave em unidades da federação consideradas sensíveis para a atuação de organizações criminosas.
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No caso de Ibaneis, o foco está na gestão do Banco de Brasília (BRB) e nas negociações envolvendo o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sustenta que o depoimento pode esclarecer se decisões administrativas e políticas no Distrito Federal favoreceram o grupo investigado.
Já em relação a Cláudio Castro, o relator classificou a oitiva como “absolutamente indispensável”. Segundo ele, o Rio de Janeiro funciona como “laboratório das mais sofisticadas dinâmicas de crime organizado no país”, o que torna necessário ouvir o ex-governador sobre políticas de segurança, relações institucionais e eventuais fragilidades exploradas por facções e milícias.
A CPI tem ampliado o escopo das investigações para além da atuação territorial das organizações criminosas, avançando sobre o uso do sistema financeiro para lavagem de dinheiro, a atuação de empresas de fachada e redes de “laranjas”, além de possíveis conexões com decisões de agentes públicos. Na semana anterior, a comissão também aprovou requerimento para ouvir o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, com o objetivo de detalhar mecanismos de identificação de operações suspeitas e o uso da rede bancária por organizações criminosas.
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