“Congresso não admite interferências”, diz Alcolumbre
Declaração foi dada após o governo Trump aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base na Lei Magnitsky
O presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou na quarta-feira, 30, que o Congresso “não admite interferências” na atuação dos Poderes brasileiros.
A declaração foi dada após o governo Trump aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na Lei Magnitsky, instrumento usado para punir estrangeiros acusados de abusos como, por exemplo, violações de direitos humanos ou corrupção.
Eis a íntegra do comunicado:
“O Parlamento brasileiro permanece atento e unido na defesa dos interesses nacionais, sempre vigilante na proteção das nossas instituições e da soberania do país.
Diante das recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, o Senado Federal, por meio da Comissão Temporária Externa (CTEUA), tem atuado para reforçar o diálogo e buscar soluções equilibradas que preservem os interesses do Brasil. O caminho da cooperação internacional deve prevalecer, com o objetivo de restabelecer a confiança mútua e manter a histórica parceria entre as duas nações.
Reafirmo a confiança no fortalecimento das nossas instituições, entre elas o Poder Judiciário, elemento essencial para a preservação da soberania nacional, que é inegociável. O Congresso Nacional não admite interferências na atuação dos nossos Poderes.
O Parlamento acompanha de perto cada desdobramento dessa questão, em conjunto com o Executivo e o Judiciário, para assegurar a proteção da nossa economia e a defesa intransigente das instituições democráticas.”
Alcolumbre é alvo das ameaças de Eduardo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse na sexta, 25, que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também poderiam ser alvo de sanções caso não endossem o projeto de lei da anistia a Jair Bolsonaro e aos réus aos atos de 8 de janeiro de 2023.
“O Davi Alcolumbre não está nesse estágio ainda, mas certamente está no foco do governo americano. Ele tem a possibilidade agora de não ser sancionado e não acontecer nada com o visto dele, se ele não der respaldo ao regime. E também o Hugo Motta, porque na Câmara dos Deputados tem a novidade da lei da anistia”, disse Eduardo em entrevista à Oeste.
“Se o Brasil não conseguir pautar a anistia e o impeachment do Alexandre de Moraes, a coisa ficará ruim”, acrescentou.
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