Confirmado chegada de novo ciclone no Sul do Brasil
O ciclone extratropical se forma a partir de uma área de baixa pressão no oceano, alimentada por fortes contrastes de temperatura e umidade.
Um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve gerar chuva intensa, ventania, ressaca e bruscas mudanças de temperatura entre os dias 16 e 19, com potencial para alagamentos, quedas de energia e transtornos em rodovias, aeroportos e áreas rurais, exigindo monitoramento constante e ação rápida da população e das autoridades.
Ciclone extratropical no Sul ameaça cidades e campo
O ciclone extratropical se forma a partir de uma área de baixa pressão no oceano, alimentada por fortes contrastes de temperatura e umidade.
Um cavado em níveis médios da atmosfera intensifica a queda de pressão e organiza a rotação dos ventos ao redor do núcleo.
Com o sistema ganhando força, as rajadas podem superar 70 km/h em áreas costeiras, passando de 100 km/h no alto-mar.
A frente fria empurra ar gelado para o continente, gerando nuvens carregadas, tempestades com raios, granizo e chuva volumosa em pouco tempo.
Sábado com instabilidade em expansão no Sul e Sudeste
No sábado (16), o céu fica nublado, com chuva fraca e garoa em partes do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A aparência de “calmaria” pela manhã pode enganar, já que a atmosfera segue carregada e pronta para temporais.
À tarde, o aquecimento favorece núcleos de chuva forte no interior do Paraná, oeste catarinense e interior paulista. O que começa como chuvisco pode virar pancadas intensas, com trovoadas, rajadas de vento e risco de alagamentos rápidos em áreas urbanas.
Domingo deve concentrar temporais mais violentos
No domingo, 17, o ciclone se organiza com mais força próximo à costa, trazendo tempestades mais severas entre o norte do Paraná e o oeste do Mato Grosso do Sul. Lavouras de milho, soja e outras culturas ficam expostas a acamamento, erosão e dificuldade de manejo.
Ao avançar para leste, a instabilidade atinge São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Mato Grosso, com a capital paulista em alerta para alagamentos, quedas de galhos e falhas de energia, enquanto o sul e o oeste de Minas Gerais entram na rota da chuva forte.
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— SCC10 (@scc10oficial) May 15, 2026
Frente fria quase parada mantém risco na segunda e terça
Na segunda, 18, o centro do ciclone se afasta, mas a frente fria quase estacionária mantém o tempo instável em São Paulo, Triângulo Mineiro e sul de Minas, com acumulados de até 40 mm em 24 horas e perigo de alagamentos e deslizamentos.
No Rio de Janeiro, a segunda começa nublada e mais amena, com chuva intensificando entre a noite e a madrugada de terça, 19. Na terça, as pancadas perdem força, mas o tempo firme ainda não volta de forma ampla ao Sudeste.
Como se proteger antes que o pior do ciclone chegue
Para reduzir danos, é essencial agir antes dos piores momentos do ciclone, reforçando cuidados em casa, nas ruas, no litoral e no campo.
Abaixo, algumas medidas práticas que podem fazer diferença direta na segurança e nos prejuízos.
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Como se proteger antes que o pior do ciclone chegue
Guia de sobrevivência e proteção imediata para áreas de risco
Acompanhe os alertas oficiais de meteorologia e da Defesa Civil em tempo real. Não espere a tempestade começar para agir.
Revise calhas, telhados e sistemas de escoamento de água em imóveis para evitar infiltrações e desabamentos parciais.
Evite áreas alagadas a todo custo. Não tente atravessar enxurradas ou vias inundadas, seja a pé ou de carro.
Não estacione veículos sob árvores, postes, painéis publicitários ou estruturas frágeis durante dias de ventania extrema.
Ajuste o cronograma de plantio, pulverização e colheita, antecipando as ações antes do pico da instabilidade climática.
Em regiões com histórico de deslizamentos, observar rachaduras em paredes e muros e comunicar a Defesa Civil ao notar qualquer sinal de instabilidade.
Com atenção e preparo, é possível atravessar o episódio com menos riscos e perdas.
Fonte: Meteored
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