“Condenação carece de provas”, diz Marçal
Ex-coach foi declarado inelegível por abuso de poder e venda de apoio político
O empresário e ex-coach Pablo Marçal (PRTB) se manifestou sobre a condenação que o tornou inelegível por oito anos. Em live transmitida na noite de sexta-feira, 21, ele afirmou que a decisão “carece de provas” e será “revertida” no processo de recurso.
A condenação foi proferida pela Justiça Eleitoral de São Paulo, que o acusou de abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita de recursos durante sua campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Marçal, que recorre ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), afirmou na live que, durante a campanha, gravou vídeos oferecendo apoio a candidatos em troca de doações, mas sem materializar essas promessas, pois foi impedido por sua equipe jurídica.
“Fui condenado por abuso de poder econômico, sendo que a minha campanha foi a mais barata da história”, disse.
“Na hora que eu gravei minha equipe jurídica já travou e não cheguei a materializar [o plano]. Eu gravei milhares de vídeos para todo mundo, mas não chegou a materializar. Isso porque eu fui barrado pela equipe jurídica.”
O caso teve origem em ações movidas pelo PSOL, de Guilherme Boulos, e pelo PSB, de Tabata Amaral.
Os partidos contestaram um vídeo publicado por Marçal em 29 de setembro, no qual ele oferecia apoio a candidatos “que não sejam de esquerda” em troca de transferências bancárias.
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral, argumentou que Marçal cometeu abuso de poder político ao usar as redes sociais para disseminar desinformação e realizar propaganda negativa contra adversários.
“O candidato simulou arrecadação lícita ao criar um formulário para repasses via Pix, mas, na prática, vendeu apoio político”, afirmou o juiz. “A fraude afrontou normas que buscam o equilíbrio no pleito e constitui vício social do negócio jurídico que leva à nulidade.”
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Comentários (2)
Gastão Eduardo Carvalho
24.02.2025 06:51Morreu pela boca. Falou muita besteira.
Marcelo José Dias Baratta
23.02.2025 02:29É um mentiroso.