Como os brasileiros veem o 8 de janeiro dois anos depois
Pesquisa CNT aponta que 36,1% consideram os atos de vandalismo uma tentativa de golpe de Estado
Pesquisa CNT revelou como os brasileiros enxergam os atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023, às vésperas do início da leitura dos votos dos ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) das possíveis penas aplicadas aos envolvidos no ‘núcleo 1’ da trama golpista.
Segundo o levantamento, 36,1% dos entrevistados consideram que os ataques representaram uma tentativa de golpe de Estado.
Outros 29,5% classificam o ato como um “protesto que saiu do controle“, enquanto 20% veem como “apenas atos de vandalismo isolados”.
Já 14,4% não souberam ou preferiram não responderam.
O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro.
A margem de erro é de 2.2 pontos percentuais para mais ou menos.
Celso de Mello sobre anistia
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello criticou o projeto de lei de anistia, articulado pela oposição ao governo Lula (PT), que beneficiaria os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Para ele, a medida representa um “inaceitável e ultrajante vilipêndio contra o Estado de Direito e a supremacia da ordem constitucional”.
“O projeto de lei articulado pela oposição bolsonarista, destinado a conceder anistia aos golpistas que dessacralizaram os símbolos da República e do regime democrático, representa, em sua essência, um novo, inaceitável e ultrajante vilipêndio contra o Estado de Direito e a supremacia da ordem constitucional. Tal pretensão encontra obstáculo na própria Constituição. Conceder anistia a quem perverte a democracia e subverte o Estado de Direito traduz ato que afronta, uma vez mais, a soberana autoridade da Constituição”, disse, em entrevista ao Globo.
No entanto, Celso de Mello ressaltou que o STF possui a prerrogativa de declarar a inconstitucionalidade da medida, caso seja aprovada.
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