Como emitir a nova carteira de identidade pelo Gov.br sem sair de dentro da sua casa
A transição para o número único e o fim da fragmentação regional dos registros.
Emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) sem sair de casa é uma realidade que já alcançou 52 milhões de brasileiros em maio de 2026. O processo começa e boa parte dele termina no celular, mas a lei ainda exige que o cidadão saia de casa uma única vez para a coleta da biometria. A boa notícia é que essa é a última etapa presencial obrigatória.
O que é a CIN e por que ela substitui o RG antigo?
A Carteira de Identidade Nacional é o documento que unifica a identificação civil no Brasil. Diferente do antigo Registro Geral (RG), que permitia que cada estado emitisse um número diferente para a mesma pessoa, a CIN adota exclusivamente o CPF como número único nacional e já nasce integrada ao ambiente digital.
O novo documento ajuda a reduzir fraudes, evita duplicidades de registro e facilita o acesso a benefícios sociais e políticas públicas. A CIN é válida em todo o território nacional e nos países do Mercosul, está disponível em formato físico (papel-moeda ou cartão) e digital no aplicativo Gov.br, com QR Code para verificação de autenticidade.
Confira os detalhes:
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Nome completo | Carteira de Identidade Nacional |
| Problema do RG antigo | Cada estado emitia um número diferente para a mesma pessoa |
| Número único adotado | CPF — válido em todo o território nacional |
| Principais benefícios | Reduz fraudes e evita duplicidades de registro |
| Abrangência geográfica | Brasil e países do Mercosul |
| Formatos disponíveis | Físico (papel-moeda ou cartão) e digital no Gov.br |
| Recurso de segurança | QR Code para verificação de autenticidade |
Como começar o pedido da CIN pelo Gov.br?
O ponto de partida é o portal oficial gov.br/identidade. Ao acessar, o sistema exibe um mapa do Brasil e o cidadão seleciona o estado onde mora. Em seguida, ocorre o redirecionamento para o site do órgão emissor local, que pode ser a Polícia Civil, a Polícia Científica ou uma central de atendimento como o Poupatempo.
Antes de prosseguir, é obrigatório ter uma conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro. A validação biométrica da conta geralmente é feita por reconhecimento facial no próprio aplicativo, usando a câmera do celular para comparar a imagem com a base oficial de dados do governo. Quem ainda não tem esse nível de conta pode fazer a verificação facial diretamente no app.
Quais documentos são necessários para emitir a CIN?
A lista básica é enxuta. O documento principal exigido em todos os estados é a certidão de nascimento para pessoas solteiras ou a certidão de casamento para pessoas casadas, em ambos os casos no original e em bom estado de conservação. Ambos precisam estar legíveis, com informações claras para conferência no sistema.
Documentos complementares podem ser incluídos de forma opcional, desde que apresentados no original no dia do atendimento presencial, e entre os principais estão relacionados abaixo:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que pode ser incorporada à CIN
- Título de eleitor e cartão do SUS, também integráveis ao documento único
- Tipo sanguíneo e a opção de ser doador de órgãos
- Certificado militar e número do PIS/PASEP
A emissão da CIN é totalmente digital?
Não completamente. O começo do processo é online, mas a primeira via da CIN exige o comparecimento presencial obrigatório. A razão está na segurança: somente um atendente autorizado pode capturar as impressões digitais e a fotografia oficial nos equipamentos dos institutos de identificação. Essa etapa não pode ser feita remotamente.
Depois da etapa presencial, o documento físico fica pronto em até 22 dias úteis, dependendo do estado. A partir desse momento, a versão digital da CIN já pode ser acessada pelo aplicativo Gov.br, sem necessidade de voltar ao posto de atendimento. Alguns estados oferecem a comodidade do envio pelos Correios diretamente à residência do solicitante.
Como acessar a versão digital da CIN no celular?
Com o documento físico em mãos, o processo de ativação digital é rápido e não exige nova visita ao balcão. No aplicativo Gov.br, o cidadão entra com CPF e senha, acessa a aba Carteira de documentos e toca no botão Adicionar documento. Em seguida, seleciona a opção Carteira de Identidade Nacional.
O aplicativo então solicita a leitura do QR Code que está no verso do documento físico. Após escanear, uma verificação de reconhecimento facial confirma a identidade e libera o documento digital imediatamente. A partir desse momento, a carteira fica salva no celular com validade jurídica plena em todo o território nacional, inclusive podendo substituir o documento físico no dia a dia.

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Qual o prazo para obter a CIN e quanto custa?
A primeira via da CIN é totalmente gratuita em todo o Brasil, conforme determinação do governo federal. Apenas a emissão da segunda via, em casos de perda, dano ou roubo, gera cobrança de taxa cujo valor varia de acordo com cada unidade federativa. A validade do documento é de 5 anos para crianças, 10 anos para adultos entre 12 e 59 anos, e indeterminada para idosos a partir de 60 anos.
Quanto ao prazo de entrega, o documento físico costuma ficar disponível entre 15 e 30 dias corridos após a coleta biométrica presencial. Quem já possui a CIN também pode elevar a conta no Gov.br ao nível Ouro, o mais alto em segurança, o que permite acessar integralmente milhares de serviços públicos digitais de forma simples e segura, inclusive a assinatura digital de documentos.
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