Comissão da Câmara aprova convocação de Lewandowski
Requerimentos de convocação foram votados após ministro decidir não ir a audiência pública para a qual havia sido convidado
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, aprovou nesta terça-feira, 21, a convocação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para que preste esclarecimentos sobre diferentes temas ligados à pasta.
O colegiado quer ouvi-lo sobre os constantes vazamentos de informações sigilosas referentes a inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); as providências adotadas diante de informações sobre a chegada de comandantes do grupo Hezbollah à América do Sul; e sobre o processo de transferência das atribuições de fiscalização, controle e autorização de armas e munições dos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) do Exército Brasileiro para a PF, entre outros temas.
No total, o colegiado, que tem como presidente o deputado federal bolsonarista Paulo Bilynskyj (PL-SP), aprovou 15 requerimentos de convocação do ministro. A votação ocorreu após Lewandowski informar que não compareceria a uma audiência pública para a qual havia sido convidado na comissão. O evento seria realizado nesta terça, mas foi cancelado com a decisão do ministro de não ir.
“Eu trouxe aqui uma série de manchetes que falam sobre a atuação das organizações criminosas no Brasil, mas aparentemente o ministro não tem interesse em vir discutir crime organizado com a Câmara dos Deputados. O ministro resolveu mandar um assessor para fazer essa comunicação, essa interlocução com a Câmara”, criticou Bilynskyj, na reunião em que foi aprovada a convocação.
Ainda de acordo com o deputado, a comissão já está em contato com o Ministério da Justiça para agendar a data para comparecimento de Lewandowski. Como ele foi convocado, é obrigado a comparecer para prestar os esclarecimentos.
Moção de repúdio
Ainda nesta terça, o colegiado aprovou uma moção de repúdio à declaração do presidente Lula (PT) de que o Congresso nunca teve “tão baixo nível” como atualmente. A crítica foi feita pelo petista na última quarta-feira, 15, durante discurso diante do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em cerimônia de comemoração pelo Dia dos Professores e de anúncios do Programa Mais Professores, no Rio de Janeiro.
“O ano que vem tem eleição. A eleição não é brincadeira. A gente não vota porque recebe um papelzinho na porta da escola. É preciso pesquisar quem são as pessoas, quem tem compromisso com a gente. Quem pensa não igual a você, porque ninguém precisa pensar igual a ninguém. Mas quem é que tem compromisso com as coisas que você acredita que precisam ser feitas neste país”, iniciou Lula.
“É assim que a gente escolhe. Não é o mais bonito, o mais alto, o mais negro, o mais baixo, o mais branco, não, não é assim. É pelo que a pessoa pensa e pelo histórico das pessoas. Tem que analisar qual é o compromisso das pessoas. Porque o Hugo é presidente deste Congresso. Ele sabe que este Congresso nunca teve a qualidade de baixo nível como tem agora“, acrescentou.
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