Collor vai para prisão domiciliar?
Supremo decide manter prisão, enquanto Moraes aguarda documentos que comprovem situação de saúde do ex-presidente
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por seis votos a quatro, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o cumprimento imediato da prisão imposta ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
O referendo ocorreu em sessão virtual encerrada às 23h59 de segunda-feira, 28.
Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão, em regime inicial fechado, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em esquema envolvendo a BR Distribuidora.
Leia mais: Lula entregou BR Distribuidora a Collor, agora preso por corrupção
Domiciliar para Collor?
Moraes deu 48 horas para a defesa de Collor apresentar documentos que comprovem o estado de saúde do ex-presidente e justifiquem o pedido de prisão domiciliar para o cliente.
Com isso, Moraes demandou a “apresentação dos necessários documentos comprobatórios das alegações constantes do edoc 631 [sobre a saúde do ex-presidente], inclusive prontuário e histórico médico, bem como os exames anteriormente realizados, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”.
No pedido, os advogados argumentam que o ex-presidente tem idade avançada (75 anos) e comorbidades graves, que incluem doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Leia mais: Ordem de Moraes por laudos sobre saúde de Collor indica futuro de Bolsonaro?
O recuo de Gilmar
O ministro Gilmar Mendes se justificou sobre a decisão de retirar o pedido para analisar a prisão do ex-presidente Fernando Collor em plenário físico.
“É porque já havia votos nesse sentido [pela manutenção da prisão] no plenário virtual e também há um pedido de prisão domiciliar que está sendo deliberado pelo ministro Alexandre [de Moraes, relator do inquérito], então, vamos aguardar esses desdobramentos”, afirmou após palestra em almoço do Instituto dos Advogados de São Paulo.
Gilmar havia solicitado o destaque para levar o processo ao plenário físico, o que suspenderia o julgamento no ambiente online.
No entanto, parte dos ministros optou por antecipar seus votos, formando maioria para manter a prisão de Collor.
Leia mais: Sobrou para Collor
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Sonia
29.04.2025 13:09Para roubar ninguém é doente o suficiente, nem tem idade limite.