CMN regulamenta nova linha para motoristas de aplicativos e taxistas
O Move Brasil combina recursos públicos e privados, com teto global de até R$ 30 bilhões, operado pelo BNDES em parceria com bancos credenciados
O novo programa Move Brasil, regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cria uma linha de crédito agressiva para motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas, com juros muito abaixo do mercado para compra de veículos novos, tentando aliviar a pressão de custos e acelerar a renovação da frota em todo o país.
Move Brasil: como funciona o novo crédito barato para motoristas?
O Move Brasil combina recursos públicos e privados, com teto global de até R$ 30 bilhões, operado pelo BNDES em parceria com bancos credenciados, que assumem o risco e definem detalhes das condições finais.
O modelo permite financiar veículos elétricos, híbridos flex, flex tradicionais e movidos a etanol, além de itens adicionais de segurança e seguros, limitados a 10% do valor do carro.
Os bancos seguirão parâmetros de juros, prazos e valores definidos pelo CMN, mas podem ajustar entrada, garantias e seguros exigidos, o que torna essencial comparar propostas antes de fechar o contrato.
O programa mira diretamente quem vive do transporte individual e precisa trocar de carro sem sufocar o caixa.
Quem tem direito ao financiamento especial do Move Brasil
O crédito é direcionado a motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi, todos sujeitos à análise de crédito tradicional dos bancos.
Para apps, haverá exigência de tempo mínimo de atuação nas plataformas; para taxistas e cooperativas, pesam a regularidade fiscal e o cumprimento das regras da Receita Federal.
Profissionais que já utilizam benefícios como isenção de IPI e IOF na compra de veículos também podem acessar o programa, desde que mantenham sua situação fiscal em dia.
A combinação de crédito subsidiado e benefícios tributários pode reduzir de forma agressiva o custo total da renovação da frota.
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Cuidados essenciais antes de entrar no Move Brasil
Antes de aderir, é crucial avaliar se o financiamento cabe de fato na rotina financeira do motorista e se o novo veículo gera ganho real de renda.
A decisão deve considerar custos totais, não apenas a parcela mensal, para evitar endividamento sufocante em um cenário de demanda variável.
Alguns pontos práticos merecem atenção especial ao comparar propostas e formatar a compra pelo programa:
Cuidados Essenciais Antes de Entrar no Move Brasil
Taxas de juros, prazos e limites
A taxa básica dos recursos públicos é de 2,5% ao ano, caindo para 1,5% ao ano para mulheres motoristas, num incentivo direto à participação feminina no setor.
Sobre essa base, os bancos podem cobrar até 8,5% ao ano de remuneração adicional, enquanto o BNDES recebe até 1,25% ao ano pela administração.
O prazo máximo é de 72 meses, com até seis meses de carência para começar a pagar o principal, e o valor financiado por veículo chega a R$ 150 mil.
Esse desenho mira carros mais novos, econômicos e menos poluentes, aumentando o potencial de ganho líquido do motorista ao longo do contrato.
Garantias e proteção para quem não tem patrimônio próprio
Um diferencial estratégico do Move Brasil é o uso do Peac-FGI, fundo garantidor que cobre parte do risco de inadimplência, reduzindo a resistência dos bancos em emprestar para autônomos sem bens em nome próprio. Isso pode abrir crédito para um público hoje travado ou com acesso apenas a linhas caríssimas.
Com a garantia complementar, a análise tende a ficar mais flexível, dentro dos limites de cada instituição, permitindo enquadrar motoristas com pouco histórico bancário. Na prática, o fundo funciona como um “colchão” que viabiliza operações que antes seriam recusadas.
Fonte: Agencia Brasil
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