Cliente não gosta de franja do ‘Cebolinha’ e esfaqueia cabeleireiro
Em SP, mulher de 27 anos golpeou profissional pelas costas e confessou o crime; caso pode ser reenquadrado como tentativa de homicídio
Uma cliente insatisfeita com o resultado de um corte de cabelo esfaqueou um cabeleireiro pelas costas na tarde de terça-feira, 5 de maio de 2026, em um salão localizado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.
Laís Gabriela Barbosa da Cunha, 27 anos, sacou uma faca da bolsa e golpeou Eduardo Ferrari enquanto ele atendia outra cliente. Detida ainda no local por seguranças e funcionários, ela confessou a agressão à Polícia Militar e responderá por lesão corporal e ameaça.
O ataque
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que Laís se aproxima de Ferrari, que estava de costas, e o golpeia com a faca. O profissional saiu correndo após levar o susto e foi contido o ferimento, que se mostrou superficial. A contenção imediata pelos seguranças impediu consequências mais graves.
Em vídeo que circulou nas redes sociais, a autora da agressão explicou sua motivação. “Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Se vocês conseguem ver, a minha franja está parecendo o Cebolinha, porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem do WhatsApp e eles ficaram dois dias sem me responder”, declarou, fazendo referência ao personagem da Turma da Mônica.
No mesmo vídeo, ela admitiu ter proferido um xingamento homofóbico contra o cabeleireiro antes do ataque físico.
Versões em conflito e enquadramento jurídico
A equipe de Ferrari contesta a narrativa da agressora. Em publicação nas redes sociais, informou que o procedimento capilar havia sido realizado 30 dias antes do incidente e que Laís retornou ao salão exigindo a devolução dos valores pagos.
“A cliente passou a agir de forma agressiva e, de maneira inesperada e desproporcional, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo. Ele encontra-se profundamente abalado em razão do ocorrido, mas felizmente está bem e fora de risco”, diz o comunicado.
O cabeleireiro e seus advogados discordam do enquadramento registrado pela polícia. “Foi uma tentativa de homicídio”, afirmou Ferrari. A defesa deve questionar o encaminhamento ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), instância voltada a infrações de menor potencial ofensivo.
A Secretaria da Segurança Pública confirmou que a perícia foi acionada e que o caso seguirá para o Jecrim, sem comentar sobre eventual reclassificação da conduta.
A reportagem tentou contato com o cabeleireiro e com a defesa de Laís Gabriela, sem retorno até o fechamento desta edição.
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