Cleitinho critica políticos que defendem boicote a empresas
Governador eleito de Minas Gerais cobrou que parlamentares favoráveis a retaliações por divergências políticas abram mão dos próprios salários
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou políticos de direita e de esquerda que incentivam boicotes a empresas por divergências políticas após a reeleição do presidente Lula (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador cobrou que parlamentares favoráveis a esse tipo de iniciativa abram mão dos próprios salários e benefícios.
“Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores”, afirmou Cleitinho.
O governador eleito também mencionou o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário, financiados com recursos públicos. Para ele, políticos que defendem boicotes a empresas, independentemente de sua posição ideológica, deveriam abrir mão das remunerações e dos privilégios pagos pelo Estado.
A declaração ocorre após a circulação de publicações que convocam eleitores de direita a boicotar estabelecimentos associados a apoiadores de Lula. Também foram divulgadas mensagens que incentivam empregadores a investigar as preferências políticas de funcionários e demitir aqueles que teriam votado no petista.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ter recebido 1.459 denúncias de assédio eleitoral entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia de 29 de outubro. O órgão entrou com uma ação civil pública contra a Meta, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, e pediu a remoção de conteúdos que incentivam a vigilância, a exposição e a demissão de trabalhadores por suas convicções políticas.
Divergência na direita
A posição de Cleitinho contrasta com a do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em vídeo publicado na semana passada, o parlamentar apoiou o boicote a empresários, artistas e influenciadores que teriam votado em Lula.
“Nós temos o direito de escolher para onde vai o nosso salário”, afirmou Nikolas. Segundo ele, consumidores podem deixar de frequentar estabelecimentos de pessoas cujos princípios não consideram compatíveis com os seus.
Cleitinho, que assume o governo de Minas Gerais em 6 de janeiro de 2027, defendeu que divergências políticas não sejam usadas como critério para relações comerciais.
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Comentários (1)
Pedro Boer
02.11.2026 16:31Vingança tola.