Cláudio Castro aplaudido de pé na missa de domingo
Além dos aplausos dos fiéis, o governador do RJ recebeu reconhecimento do padre, que também homenageou os policiais que morreram durante a operação, destacando a importância de seu sacrifício
O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi calorosamente recebido no último domingo, 2 de novembro, com aplausos em pé durante uma missa na Paróquia Santa Rosa de Lima, localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.
Esta manifestação de apoio acontece após os desdobramentos da Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha em 28 de outubro.
O governador, que também é músico, compositor e cantor católico, é um dos fundadores da banda cristã “Em Nome do Pai”. Castro participa regularmente das missas dominicais ao lado de sua família e costuma entoar louvores durante as celebrações religiosas.
Durante a missa, além dos aplausos dos fiéis, o governador recebeu reconhecimento do padre responsável pela liturgia. O sacerdote fez uma homenagem aos policiais que perderam a vida durante a operação, destacando a importância de seu sacrifício.
A agenda de Cláudio Castro
Também no domingo, 2 de novembro, o governador visitou, no Hospital Central da Polícia Militar do Rio de Janeiro, os policiais feridos na Operação Contenção. Ele prestou solidariedade e agradeceu aos agentes pela luta contra o tráfico.
Seis policiais ficaram feridos na ação (quatro civis e dois militares). Castro estava acompanhado do secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, e do secretário de Segurança, delegado Victor Santos. A visita foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais do governador.
Desde a Operação Contenção, cujo foco foi o combate à facção Comando Vermelho (CV), visando minar sua expansão territorial, Cláudio Castro tem mantido uma agenda pública intensa, com ênfase na defesa da operação e em articulações políticas relacionadas à segurança pública.
Em reunião remota com governadores alinhados à direita, como Ronaldo Caiado (Goiás), Castro recebeu manifestações de solidariedade e ofertas de apoio, incluindo envio de tropas de outros estados para reforçar a segurança no Rio.
A conversa focou em segurança pública, com elogios à operação e críticas ao governo federal por falta de integração. Castro também participou de uma coletiva de imprensa para rebater críticas, afirmando que não “ficaria chorando” por ajuda federal.
No mesmo dia, ele anunciou a criação de um escritório emergencial com o Ministério da Justiça para melhorar a integração entre forças federais e estaduais, embora tenha mantido críticas à União por falhas em fronteiras e lavagem de dinheiro.
Em reunião no Palácio Guanabara com seis governadores e uma vice-governadora, todos de espectro político de centro-direita ou direita, para lançar o “Consórcio da Paz”, que visa trocar inteligência, apoio financeiro e contingente policial entre estados para combater o crime organizado, sem depender exclusivamente da União.
Castro usou o evento para reforçar sua narrativa de liderança autônoma em segurança, posicionando o consórcio como resposta ao “vazio” federal.
Aprovação popular após a megaoperação policial
As pesquisas de opinião revelaram um expressivo respaldo à megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha.
Um levantamento realizado pela Genial/Quaest indica que 64% dos moradores do Rio de Janeiro com idade acima de 16 anos aprovam a ação nas comunidades do Alemão e da Penha, sendo que 58% consideram a operação um sucesso.
Uma pesquisa da AtlasIntel aponta ainda que a maioria dos residentes das favelas cariocas apoia a operação, com 88% manifestando apoio à ação das forças policiais contra os criminosos.
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