Ciro acusa Elmano de “tomar as eleições” e promete recorrer à Justiça
Ex-ministro afirma que o ministro do STF Dias Toffoli influenciou o resultado da disputa ao governo do Ceará
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) afirmou que contestará na Justiça o resultado das eleições para o governo do Ceará, após ser derrotado pelo atual governador, Elmano de Freitas (PT).
Em uma postagem nas redes sociais, Ciro acusou o adversário de “tomar as eleições”.
“Não cumprimentei o candidato vitorioso. Ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições! Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados. Por isto, consultado pelo jurídico de nossa campanha, concordei que fosse feita uma reclamação à justiça – digo logo que não acredito nela neste país apodrecido – mas vale documentar que sigo lutando!“, diz texto.
Toffoli e Elmano
Ciro afirma que o ministro do STF Dias Toffoli influenciou na alegada “fraude final” ao autorizar, na véspera da eleição, que Elmano tivesse cerca de 900 comerciais em rádio e TV.
“Toffoli, ex-advogado do PT e ministro do STF nomeado por Lula, fora da condição de membro do TSE, foi o responsável pela fraude final contra nós. Ele autorizou mais de 900 comerciais de Elmano com Lula e seus senadores durante a sexta e o sábado quando a lei, muito clara, veda a propaganda nestes dois dias que antecedem ao pleito. Quantos cearenses aderiram ao PT por causa desta inédita bateria de propaganda? (Eram até três comerciais por intervalo). Agradeço novamente a todas e a todos meus irmãos e irmãs cearenses que me apoiaram nesta luta.”
“Abram o olho: nosso estado foi transformado num quintal do PT e isto está destruindo nosso futuro. A República brasileira apodreceu com um STF com membros tais como estes que nos assaltaram no domingo.”
O tucano terminou o primeiro turno com 46,22%, ante 53,19% de Elmano.
“Faltaram 376.682, ou, vocês entenderão, apenas metade disto, ou seja 188.341 para vencermos. Isto representa pouco mais de 3% dos votos”.
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