Chefe do tráfico na Maré era protegido por 30 ‘seguranças’
Thiago da Silva Folly, o TH, estava foragido desde 2014
O chefe do tráfico de drogas da favela da Maré, na Zona Norte do Rio, Thiago da Silva Folly, o TH, foi morto nesta terça-feira, 13.
Segundo a Secretaria estadual da Polícia Militar, a operação que resultou na morte de TH foi planejada ao longo de meses.
O Bope (Batalhão de Operações Especiais) informou que aproximadamente 30 criminosos eram responsáveis pela segurança do traficante.
Desde 2014, TH era procurado pela polícia.
Ele tinha 17 mandados de prisão abertos e 227 anotações criminais.
O subsecretário de Inteligência da PM, coronel Uirá Ferreira, explicou a importância da Maré para o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo ao qual pertencia TH.
“O TH tem uma importância local, mas a Maré é importante nacionalmente para a facção. A liderança da Maré tem um papel central dentro do TCP por abrigar outras lideranças foragidas”, afirmou.
Ferreira destacou a diferença da hierarquia do TCP para o Comando Vermelho (CV).
“O CV tem uma hierarquia diferente do TCP. Desde a liderança, o Marcinho VP, que está preso até embaixo, na base. O TCP não, cada região tem sua liderança. Essas lideranças têm contato entre si e se dão apoio, tem suas tratativas, suas relações, seus comércios. E eles realmente se ajudam de forma mútua. Mas o TH só tem importância para a Maré. E a Maré tem uma importância para o TCP nacionalmente. Então, toda a liderança de outros estados da federação, elas ficam escondidas na Maré. Lideranças do Ceará, Minas Gerais, Bahia, eles ficam na Maré. A liderança do TCP da Maré tem uma importância ao nível nacional da facção. Essa é a diferença para as outras facções”, disse.
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