Cearenses chefes de facção estão entre mortos da operação policial do Rio de Janeiro
Ao menos cinco faccionados foragidos cearenses, que se encontravam escondidos em comunidades cariocas, foram eliminados em confrontos com a polícia
Entre os mortos e detidos durante a operação policial desencadeada na terça-feira, 28 de outubro, no Rio de Janeiro, contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV), constam criminosos cearenses da cúpula da organização.
As autoridades confirmaram que ao menos cinco faccionados foragidos cearenses, que se encontravam escondidos em comunidades cariocas, foram eliminados em confrontos com a polícia.
Segundo reportagem veiculada em março, pelo jornal cearense O POVO, criminosos desembolsavam aluguéis de R$ 100 mil por esconderijos nas comunidades do Rio de Janeiro.
As forças de segurança do Ceará foram enviadas para áreas que estão em estado de alerta em Fortaleza a fim de evitar possíveis retaliações por parte do CV. Há registro da presença do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Cavalaria, além da aeronave da Coordenadoria de Operações Aéreas (Ciopaer).
Embora ainda não tenham sido identificados formalmente, informações indicam que um dos falecidos estaria ligado ao assassinato de um policial militar ocorrido em fevereiro de 2024 na região do Grande Pirambu.
Além dos mortos, outras prisões de foragidos cearenses ocorreram durante a operação. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) também confirmou que algumas áreas no Ceará estão sendo monitoradas para prevenir possíveis represálias por membros do CV em função das ações policiais no Rio.
Ainda segundo fontes consultadas pela reportagem, os cearenses mortos na operação possuíam extensas fichas criminais e eram procurados pela Justiça. Muitos deles se utilizavam da proteção oferecida pela facção para se ocultar nas comunidades do Rio enquanto continuavam dirigindo suas atividades criminosas no Ceará.
Entre os atingidos fatalmente está um dos responsáveis pelo assassinato do policial militar Bruno Lopes Marques, crime ocorrido em Fortaleza, em 12 de fevereiro do ano passado.
Enquanto estava fora de serviço em um bar jogando baralho, o PM foi executado. Este ato violento teria sido ordenado por Carlos Mateus da Silva Alencar, conhecido como ‘Skidum’ ou ‘Fiel’, que também estava abrigado no Rio.
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