Castro alega “lombalgia” para faltar à CPI do Crime Organizado
Oitiva do ex-governador estava marcada para a próxima terça, 14
O ex-governador Cláudio Castro (PL) informou que não comparecerá à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, marcada para a próxima terça-feira, 14, em Brasília, por “dores intensas na região lombar”.
Segundo o comunicado, Castro foi diagnosticado com lombalgia aguda.
“Orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento (…) Em respeito aos membros da Comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado Federal, o governador vai encaminhar seu laudo médico, formalizando a justificativa de ausência”, diz a nota.
O depoimento de Castro estava marcado para terça, 14. Na sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e votar o documento.
Os trabalhos não serão prorrogados por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Críticas ao STF
Em entrevista ao UOL News, Vieira acusou o STF de interferir nos trabalhos da CPI.
Segundo ele, decisões de ministros teriam dificultado a obtenção de depoimentos e o acesso a informações solicitadas pela comissão.
“O Supremo atrapalhou o andamento da CPI do Crime Organizado”, afirmou.
O senador também mencionou divergências com decisões de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes em pedidos da comissão, incluindo quebras de sigilo e convocações de investigados.
Disse ainda que há dois pedidos de criação de novas CPIs sobre o Banco Master no Senado, mas ambos ainda não foram instalados. Um deles trata diretamente do banco; o outro aborda possíveis relações com ministros do STF.
“O tempo tá acabando. Essa turma que confunde toga com capa de impunidade tem tempo contado. […] Tá todo mundo vendo isso, até o presidente Lula já largou a mão do Alexandre Moraes, porque as pesquisas mostram claramente a percepção pública e isso não é consequência de campanha, isso não é consequência de bolsonarismo, isso é consequência da má conduta de ministros. Arrogância, arbitrariedade e, agora, muito perto de apuração, ilegalidades.”
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