Caso Henry Borel: Defesa de Jairinho abandona plenário e julgamento é adiado
Júri do caso é suspenso e remarcado para maio; Menino de 4 anos morreu em 8 de março de 2021
O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para 25 de maio.
A decisão foi tomada após uma manobra da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança de 4 anos morta em 2021 em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, com sinais de agressão.
Os advogados afirmaram que não tiveram acesso a todos os autos.
“Não há como prosseguirmos sem esse acesso”, disse um dos advogados de Jairinho.
A juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido, e a defesa de Jairinho decidiu abandonar o plenário.
Já a defesa da mãe, Monique Medeiros, foi contrária ao adiamento. Apesar disso, a decisão resultou no relaxamento da prisão dela, que passará a responder em liberdade.
Júri
O júri havia sido marcado para a manhã desta segunda-feira, 23, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A juíza chegou a sortear o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem. A defesa de Jairinho, no entanto, inviabilizou a realização do julgamento.
Diante da situação, a magistrada dispensou os jurados e encerrou a sessão.
“Entendo que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, se aproxima de abandono processual. Declaro como ato atentatório à dignidade da Justiça”, afirmou Elizabeth.
Inicialmente, a retomada do julgamento havia sido marcada para 22 de junho, mas, por coincidir com o período da Copa do Mundo, foi antecipada para 25 de maio.
A juíza também determinou que a defesa de Jairinho arque com os custos do julgamento desta segunda-feira, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação dos envolvidos.
Jairinho e Monique
Jairinho, que era vereador do Rio, e Monique, foram presos em abril de 2021.
Ela chegou a ser liberada da prisão em 2022, mas voltou a ser presa por decisão do STF.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação.
Caso Henry Borel
Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairinho.
O casal afirmou que o menino havia sofrido um acidente doméstico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou múltiplas lesões pelo corpo, incompatíveis com uma queda, indicando agressões reiteradas.
As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry foi vítima de uma série de violências. De acordo com o inquérito, Jairinho agredia a criança com frequência, e Monique teria sido omissa ao não impedir os abusos.
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Comentários (1)
Pobre criança!