Carlos Bolsonaro propagandeia pedido de desculpas a Campagnolo
Ex-vereador não explicou por que teria pedido desculpas, e a deputada estadual não se manifestou sobre o assunto
Pré-candidato a senador por Santa Catarina, o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) propagandeou nesta quarta-feira, 6, um pedido de desculpas à deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), a principal crítica de sua candidatura no estado.
No X, o filho 02 de Jair Bolsonaro comentou uma matéria publicada pelo Jornal Razão, segundo a qual a paz no diretório catarinense do PL teria sido selada durante uma reunião convocada pelo governador Jorginho Mello na segunda-feira, 4.
“Temos coisas muito mais importante que nós. Temos um Brasil pra resgatar por nossos filhos! Bola pra frente!”, escreveu Carlos.
O ex-vereador não explicou por que teria pedido desculpas.
A deputada estadual não se manifestou sobre o assunto.
Trégua?
Essa não é a primeira vez que Carlos Bolsonaro tenta passar a imagem de que o PL está unido em Santa Catarina.
Em abril, ele destacou em suas redes sociais um aperto de mão dado durante um evento político.
Mas o gesto não foi o bastante para dissipar os desconfortos e desconfianças provocados pela mudança de Carlos para Santa Catarina.
O aperto de mão acabou soando mais como estratégia do que como trégua.
Os apoiadores do filho de Bolsonaro aproveitaram o gesto para questionar publicamente a falta de disposição de Campagnolo para se entender.
Carluxo bagunçou tudo
O filho 02 de Jair Bolsonaro bagunçou as alianças catarinenses do PL ao trocar de domicílio eleitoral.
Agora, ele tenta garantir sua eleição, já que o antigo aliado Esperidião Amin (PP-SC) aparece bem nas pesquisas e ameaça sua eleição.
Pesquisa AtlasIntel, divulgada em 1º de abril, indicou que 50% dos catarinenses consideram sua candidatura “oportunismo político”.
No cenário consolidado das duas votações para senador — neste ano, o eleitor votará em dois nomes para o Senado —, Caroline de Toni apareceu na frente, com 30,7% dos votos, seguida de Esperidião, com 20,1%.
Carlos surgiu em terceiro, com 18,3%, seguido pelo petista Décio Lima (13,4%).
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