“Característico de máfias”, diz Vieira sobre morte de “Sicário” de Vorcaro
Em postagem no X, o senador destacou a importância que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tinha na engrenagem do Banco Master
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quarta-feira, 4, que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Felipe Mourão” ou “Sicário“ do banqueiro Daniel Vorcaro, “é mais um episódio característico de máfias”.
Em postagem no X, o parlamentar destacou a importância que o homem tinha na engrenagem da instituição financeira investigada por fraudes bancárias e fiscais.
“O suicídio de uma peça chave na engrenagem criminosa do banco Master, ocorrido horas depois de sua prisão, é mais um episódio característico de máfias e exige apuração rápida e absolutamente transparente. Reitero minha total confiança no trabalho da Polícia Federal, que exerce papel fundamental no combate ao crime organizado”, escreveu Vieira.
Suicídio?
A Polícia Federal (PF) confirmou nesta quarta-feira, 4, a morte de Felipe Mourão.
Ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
Mourão chegou a receber atendimento e foi levado ao hospital, mas não resistiu.
André Mendonça
Luiz Phillipi Moraes Mourão é citado em mensagens coletadas pela PF, que aparecem na decisão do ministro do STF André Mendonça desta quarta, 4, que ordenou ap risão preventiva de Vorcaro e Mourão, além de outros integrantes do grupo.
Era Mourão quem supostamente comandava o grupo “A Turma“, usado para intimidar jornalistas e adversários de Vorcaro.
Vorcaro pagava 1 milhão de reais por mês para o grupo, segundo a decisão de Mendonça.
Mourão era o “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.
“Os elementos reunidos indicam que LUIZ PHILLIPI exercia papel central na coordenação operacional de um grupo informal denominado ‘A Turma’, estrutura utilizada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo. Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master”, afirmou o documento.
“Dar um pau nele”
A PF expôs a “dinâmica violenta” das conversas entre Vorcaro e Mourão, com uma troca de mensagens sobre um jornalista que havia publicado notícias contrárias aos interesses do dono do Master.
“MOURÃO: Esse [nome do jornalista] bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva.
DV: Sim.
MOURÃO: Cara escroto.
DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
MOURÃO: Vou fazer isto.”
Em outra mensagem, Vorcaro teria manifestado a vontade de mandar “dar um pau” no profissional.
“DANIEL VORCARO (DV): “Esse [nome do jornalista] quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
“MOURÃO pergunta: ‘Pode? Vou olhar isso…’. E, confirmando o animus de agressão, VORCARO responde: ‘Sim’.”
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