Candidatura “não tem volta” e “não vou cobrar ninguém”, diz Flávio
Senador do PL minimizou a publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o governador de SP, Tarcísio de Freitas
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 15, que não vai recuar da sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 e minimizou a publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB), e a curtida dela a um comentário sobre Tarcísio.
Nesta semana, Michelle divulgou no Instagram um vídeo do governador, em que ele faz críticas à condução econômica do governo Lula e à gastança estatal, e curtiu um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, dizendo que “nosso país precisa de um novo CEO“ – em referência ao chefe do Executivo paulista.
Flávio foi questionado sobre essas ações de Michelle, em entrevista a jornalistas após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
“Eu pratico aquilo que eu falo, que é a união. E é o que eu vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho. E eu tenho certeza que em algum momento aí, eu não vou ficar cobrando em qual o tempo de cada um eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha, o fato é que está longe a campanha eleitoral ainda”, afirmou o congressista.
“As pessoas têm o tempo dela, e eu não vou ficar cobrando ninguém. Eu estou fazendo a minha parte, é o que eu vou continuar fazendo, eu acho que todo mundo tem que buscar se unir, e é isso que eu estou não apenas falando, mas praticando”.
O senador ainda negou que exista algum racha na base bolsonarista em relação a sua pré-candidatura e disse que não conversou com Michelle após a curtida dela.
“O fato é que tem uma situação concreta que está colocada. Eu sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro, eu já havia falado, ninguém acreditava. Precisou ter uma carta escrita e assinada por ele dizendo que está indicando o filho para essa missão, que é uma coisa que eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso, não corri atrás de ser pré-candidato”, pontuou.
“Mas Deus quis, eu entendo como um projeto de Deus, e usou o meu pai para tomar essa decisão. Eu acho que, modéstia parte, estou indo bem. As pesquisas, até aquelas que eu tenho desconfiança mostram um crescimento rápido, consolidado, e que não vai ter outra possibilidade de candidatura. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta, não tem página virada“.
Contestou pesquisa
Flávio também comentou o resultado da pesquisa Quaest que mostra que aponta, entre outros dados, que o eleitor ainda tem mais medo do retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto do que da continuidade de Lula.
“Eu acho que o resultado ainda não reflete bem a realidade. Não é o que as nossas pesquisas internas estão mostrando. Não existe aquela distância entre eu e o Lula que essa Quaest mostrou, no nosso acompanhamento“, declarou o parlamentar.
“Mas isso pouco importa. O que importa é que eu vou continuar aqui defendendo as bandeiras que há pouco anos o Brasil viu que são as bandeiras que vão levá-lo para o caminho da prosperidade, quando o presidente era o Jair Messias Bolsonaro, e pretendo continuar fazendo aqui as minhas articulações”, acrescentou.
Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados têm mais medo da família Bolsonaro, posta atualmente com a pré-candidatura de Flávio à Presidência, enquanto 40% temem a permanência de Lula.
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Comentários (1)
Não tem meu voto! O PT será reeleito, também sem o meu voto!