Candidato do PL-RN denuncia intimidação após criticar petista
Josemar Varela afirma ter sido alvo de medida protetiva e teve celular apreendido pela PF durante passagem pelo Amapá
O candidato a deputado estadual pelo PL-RN, Josemar Varela, afirma estar sendo alvo de uma série de medidas judiciais e abordagens que considera tentativas de intimidação durante o período eleitoral. Apoiado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o político passou a questionar publicamente a atuação da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).
Segundo Josemar, as críticas estavam relacionadas à atuação parlamentar da petista, principalmente a posicionamentos e votações sobre temas ligados à segurança pública. A deputada teria recorrido à Justiça alegando violência política de gênero, o que resultou, segundo o candidato, em uma medida protetiva e na determinação para retirada de publicações feitas por ele nas redes sociais.
Josemar contesta a decisão e afirma que suas manifestações foram críticas de natureza política, sem ameaças ou ataques pessoais. Ele também questiona o fato de o processo tramitar sob segredo de Justiça e afirma que a medida dificultaria sua defesa pública diante das acusações.
Celular apreendido pela PF
Dias depois, Josemar viajou ao Amapá para participar de manifestações contra o senador Davi Alcolumbre (União-AP). No Aeroporto Internacional de Macapá, o candidato foi abordado por agentes da Polícia Federal, que apreenderam seu telefone celular.
A abordagem foi registrada em vídeo por parlamentares que acompanhavam Josemar. Nas imagens, um agente da PF aparece tentando impedir que o também candidato a deputado estadual por São Paulo Thomaz Henrique (PL-SP) registrasse a ação.
O episódio ampliou a repercussão em torno do caso. Josemar passou a afirmar publicamente que os episódios fazem parte de uma escalada de medidas contra sua candidatura.
Candidato promete manter críticas
Em vídeo publicado nas redes sociais, Josemar voltou a comentar a medida protetiva e afirmou que pretende continuar se manifestando politicamente, apesar das decisões e da apreensão do celular.
O candidato sustenta que suas críticas fazem parte do debate eleitoral e que pretende continuar questionando a atuação de adversários políticos.
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