Campos Neto comenta tarifaço e projeta pequena queda de juros em 2026
Ex-presidente do BC afirmou que adotaria a mesma postura de Gabriel Galípolo em relação à taxa Selic
O ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto (foto), comentou nesta segunda, 27, sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente Lula no domingo, 26.
“O tarifaço não leva a uma combinação ótima de fatores, sou contra. Em relação ao Brasil, [o encontro] é bom, vi alguns setores sofrendo, então acho que é bom, é importante para o Brasil. Acho que o Brasil vem acima de tudo, então acho que é uma boa notícia”, afirmou Campos Neto sobre a reunião”, disse à GloboNews, afirmando ser difícil de prever a reversão do tarifaço:
“Com o presidente dos EUA é difícil ter uma previsibilidade, é muito incerto. Tem que esperar para ver. Espero que a gente consiga diminuir as tarifas para o Brasil. Isso mostra que as políticas de tarifas, quando há muitas mudanças, atrapalha o investimento em médio prazo. É ruim para todo mundo”, continuou.
Juros
Questionado sobre a taxa de juros no país, Campos Neto afirmou que seguiria linha semelhante à do seu sucessor na presidência do BC, Gabriel Galípolo.
Ele, porém, ressaltou para uma tendência de “pequena” queda no futuro.
“Acho que está abrindo espaço para uma queda. Entendo que a queda será pequena. 2026 é um ano eleitoral, vai ter muita incerteza em torno das eleições. E com uma volatilidade muito grande fica muito mais difícil você fazer um movimento de queda de juros mais prolongada. Mas acho que isso não vai mudar a trajetória da dívida brasileira. A gente vai precisar dar um choque de credibilidade positiva”, disse.
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