Campanha de Lula pede investigação sobre ‘rede’ de perfis ligados a Flávio
Ação no TSE pede cassação dos registros do candidato do PL e inelegibilidade por oito anos
A campanha do presidente Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigação sobre uma suposta rede de perfis no Instagram usada para impulsionar conteúdos da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e monetizar publicações.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) também cita o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL).
Segundo a coligação petista, foram identificadas 1.826 publicações em parceria, as chamadas “collabs”, envolvendo 492 perfis. Em dez dias, o número de publicações teria crescido 271%.
Rede de perfis
A campanha afirma que parte das contas divulga links para produtos ligados ao bolsonarismo e que a estrutura poderia configurar abuso de poder econômico e dos meios de comunicação.
O levantamento aponta ainda que 68,6% das chamadas “collabs” repetem conjuntos de coautores.
A soma dos seguidores dos perfis envolvidos chega a 147,35 milhões, embora a própria ação ressalve que há sobreposição entre os públicos.
O documento também aponta 74 contas oficiais de candidaturas ou campanhas entre os perfis analisados.
Pedidos ao TSE
A coligação pede que o TSE determine à Meta e à Shopee a preservação e o fornecimento de dados sobre os perfis, seus responsáveis e os links de venda.
Também solicita a suspensão dos links e dos produtos anunciados, com prazo de 48 horas e multa diária de R$ 50 mil.
No processo, a campanha de Lula pede ainda informações à Câmara e ao Senado sobre funcionários e despesas dos gabinetes de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias relacionadas à comunicação e às redes sociais. Tamém pede a cassação dos registros ou diplomas de Flávio e Gaspar e a declaração de inelegibilidade dos dois por oito anos.
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